Eduardo Andrés Calderón Marenco, Jaime Elías Torres Buelvas, Tatiana Vanessa González Rivera, José Luis Iriarte Ángel
, Gabriel Ravelo Franco
Este artículo examina la suficiencia del régimen colombiano de protección al consumidor para salvaguardar la autonomía contractual frente a los contratos wrap en entornos digitales Business to Consumer (B2C). La expansión de la contratación electrónica masiva ha intensificado las asimetrías estructurales propias de los contratos de adhesión, poniendo en tensión los postulados clásicos del derecho contractual, en particular, la autonomía de la voluntad y el consentimiento informado. A partir de un enfoque jurídico-dogmático y comparado, el estudio analiza los estándares normativos y jurisprudenciales desarrollados en la Unión Europea, España, Argentina y Estados Unidos, con el fin de evaluar si el ordenamiento colombiano ofrece una tutela adecuada frente a estas modalidades contractuales. Por último, el trabajo concluye que el marco normativo vigente presenta déficits estructurales para proteger de manera efectiva al consumidor digital, lo que justifica la adopción de criterios normativos mínimos y específicos para la contratación electrónica, así como la necesidad de avanzar hacia enfoques regionales coordinados que superen respuestas nacionales fragmentadas frente a prácticas contractuales digitales de alcance transfronterizo.
This article examines whether the Colombian consumer protection regime adequately safeguards contractual autonomy in the context of wrap contracts within Business-to-Consumer (B2C) digital environments. The expansion of mass electronic contracting has intensified the structural asymmetries inherent in standard-form contracts, challenging traditional contract law principles, particularly freedom of contract and informed consent. Adopting a legal-dogmatic and comparative approach, the study analyzes regulatory and jurisprudential standards developed in the European Union, Spain, Argentina, and the United States in order to assess the effectiveness of the Colombian framework. The article concludes that the current regulatory scheme presents structural shortcomings in protecting digital consumers, thereby supporting the need for minimum and specific normative criteria for electronic contracting and for coordinated regional strategies that move beyond fragmented national responses to transnational digital contracting practices.
Este artigo examina a suficiência do regime colombiano de proteção ao consumidor para salvaguardar a autonomia contratual diante dos contratos de tipo wrap em ambientes digitais business to consumer (B2C). A expansão da contratação eletrônica em massa intensificou as assimetrias estruturais inerentes aos contratos de adesão, colocando em tensão os postulados clássicos do direito contratual, em particular a autonomia da vontade e o consentimento informado. A partir de uma abordagem jurídico-dogmática e comparativa, o estudo analisa os padrões normativos e jurisprudenciais desenvolvidos na União Europeia, na Espanha, na Argentina e nos Estados Unidos, a fim de avaliar se o sistema jurídico colombiano oferece proteção adequada contra essas modalidades contratuais. O artigo conclui que o atual conjunto normativo apresenta déficits estruturais para proteger efetivamente o consumidor digital, o que justifica a adoção de critérios regulatórios mínimos e específicos para contratos eletrônicos, bem como a necessidade de avançar em direção a abordagens regionais coordenadas que superem respostas nacionais fragmentadas a práticas contratuais digitais de alcance transfronteiriço.