En el derecho internacional, la guerra y el genocidio se consideran “flagelos odiosos para la humanidad”. Los actos sistemáticos de violencia estatal durante la guerra pueden fácilmente derivar en la comisión de genocidio. Si los Estados utilizan la violencia en defensa propia, la guerra puede proporcionar un alibi y ocultar la comisión de genocidio. Al mismo tiempo, el genocidio durante la guerra puede confundirse fácilmente con un simple efecto colateral de la guerra y/o con crímenes de guerra menos graves. En consecuencia, la determinación de la responsabilidad internacional de los Estados por genocidio es más difícil en tiempos de conflictos armados, ya sean internacionales o no internacionales, que en tiempos de paz. La invocación de la responsabilidad de Rusia, Ucrania e Israel por la comisión del “crimen de todos los crímenes” durante la guerra en Ucrania y la guerra en Gaza ilustra estas dificultades y revela el impacto limitado de las sentencias de la “Corte Mundial" en la prevención tanto de la guerra como del genocidio.
In international law, war and genocide are considered “odious scourges for humanity”. The systematic acts of state violence during war can easily escalate to the commission of genocide. If violence is used by states in self-defense, then war can bring an alibi and conceal the commission of genocide. At the same time, genocide during war can be easily confused with a simple war casualty and/or less severe war crimes. Consequently, the determination of states´ international responsibility for genocide is more difficult in times of armed conflicts, either international or non-international, than it is in times of peace. The invocation of the responsibility of Russia, Ukraine, and Israel for the commission of the “crime of all crimes” during the War in Ukraine and the War in Gaza illustrates these difficulties and reveals the limited impact of the decisions of the “World Court” in preventing both war and genocide.
Os casos da Corte Internacional de Justiça (cij) relacionados aos conflitos em Gaza e na Ucrânia ressaltam a complexa interação entre a responsabilização dos Estados pela guerra e pelo genocídio. No Direito Internacional, tanto a guerra quanto o genocídio são considerados “flagelosodiosos para a humanidade”. A violência sistemática do Estado durante conflitos armados pode escalar rapidamente para atos de genocídio. Quando os Estados usam a força em legítima defesa, a guerra pode servir como coberturapara a perpetração de genocídio. Simultaneamente, genocídio em meioà guerra pode ser interpretado erroneamente como meras baixas de guerra ou pequenos crimes de guerra. Assim, determinar a responsabilidade do Estado pelo genocídio torna-se mais desafiador durante conflitos do que em tempos de paz. Além disso, é complicado estabelecer a responsabilização do Estado por violações das normas que regem conflitos armados soba sombra de alegações de genocídio. Uma interpretação ampla da Convenção sobre Genocídio é essencial para ampliar a jurisdição da cij sobre essas questões. Ainda, quando o genocídio ocorre durante a guerra, pode violarsimultaneamente os princípios do jus ad bellum, jus in bello e do Direito Internacional dos Direitos Humanos, o que dificulta a determinação dosmarcos legais aplicáveis.