Este artículo examina cómo las comunidades afrodescendientes de Cartagena de Indias enfrentan las continuidades del paradigma jurídico colonial que históricamente ha estructurado la exclusión racial y territorial. A través de métodos socio-jurídicos que combinan el análisis histórico, la etnografía y el análisis de decisiones judiciales, muestra cómo estas comunidades emplean los marcos del multiculturalismo y de los derechos humanos para interrumpir procesos continuos de despojo. Sostiene que sus usos emancipatorios del derecho revelan el potencial transformador del derecho constitucional e internacional para abordar las desigualdades históricas y reconfigurar las relaciones de poder en contextos urbanos.
This article examines how Afro-descendant communities in Cartagena de Indias confront the continuities of the colonial legal paradigm that has historically structured racial and territorial exclusion. Using socio-legal methods that combine historical analysis, ethnography, and case law analysis it shows how these communities employ multicultural and human rights frameworks to interrupt ongoing dispossession. It argues that their emancipatory uses of law reveal the transformative potential of constitutional and international law to address historical inequalities and reshape power relations in urban contexts.
Este artigo examina como as comunidades afrodescendentes de Cartagena das Índias, Colômbia, enfrentam as continuidades do paradigma jurídico-colonial que historicamente estruturou formas de exclusão racial e territorial. Utilizando métodos sociojurídicos que combinam análise histórica, etnografia e análise de sentenças, mostra como essas comunidades empregam marcos do multiculturalismo e dos direitos humanos para interromper processos contínuos de despossessão. Argumenta-se que seus usos emancipatórios do direito revelam o potencial transformador do direito constitucional e internacional para enfrentar desigualdades históricas e reconfigurar as relações de poder em contextos urbanos.