Contexto: O equilíbrio trabalho–vida, a inteligência emocional e o bem-estar psicológico têm sido associados ao funcionamento dos trabalhadores; contudo, estas associações têm sido frequentemente examinadas em modelos parciais, e não integrados, sobretudo em contextos ocupacionais intensivos em conhecimento. Objetivo: Este estudo examinou as associações entre equilíbrio trabalho–vida, inteligência emocional, dimensões selecionadas de bem-estar psicológico e desempenho profissional em trabalhadores do setor das tecnologias de informação, bem como testou os papéis mediador e moderador da inteligência emocional na associação entre equilíbrio trabalho–vida e desempenho profissional. Método: Foram analisados dados de questionário de 389 trabalhadores do setor das tecnologias de informação em Hiderabad e áreas circundantes, recorrendo a análises fatoriais exploratória e confirmatória e a modelação por equações estruturais. Resultados: O equilíbrio trabalho–vida e a inteligência emocional estiveram positivamente associados ao desempenho adaptativo, ao desempenho de tarefa e ao desempenho contextual. As relações positivas com os outros também estiveram positivamente associadas às três dimensões do desempenho, ao passo que a autonomia e o domínio do meio não apresentaram associações significativas com o desempenho profissional. A inteligência emocional apresentou efeitos indiretos significativos na associação entre equilíbrio trabalho–vida e cada dimensão do desempenho, de forma consistente com mediação parcial. A interação entre equilíbrio trabalho–vida e inteligência emocional foi igualmente significativa em todos os outcomes, indicando moderação. Conclusões: Os resultados sustentam um modelo em que a inteligência emocional está envolvida na associação entre equilíbrio trabalho–vida e desempenho profissional, quer como correlato direto do desempenho, quer como fator mediador e moderador. Estes resultados salientam a relevância do equilíbrio trabalho–vida e da inteligência emocional para a compreensão do desempenho dos trabalhadores em contextos ocupacionais intensivos em conhecimento.
Background: Work–life balance, emotional intelligence, and psychological well-being have each been linked to employee functioning, yet these associations are often examined in partial rather than integrated models, particularly in knowledge-intensive occupational settings. Objective: This study examined the associations among work–life balance, emotional intelligence, selected dimensions of psychological well-being, and job performance among IT employees, and tested the mediating and moderating roles of emotional intelligence in the work–life balance–job performance association. Method: Survey data from 389 IT employees in and around Hyderabad were analyzed using exploratory and confirmatory factor analyses and structural equation modelling. Results: Work–life balance and emotional intelligence were positively associated with adaptive, task, and contextual performance. Positive relations were also positively associated with all three performance dimensions, whereas autonomy and environmental mastery were not significantly associated with job performance. Emotional intelligence showed significant indirect effects in the association between work–life balance and each performance dimension, consistent with partial mediation. The interaction between work–life balance and emotional intelligence was also significant across outcomes, indicating moderation. Conclusions: The findings support a model in which emotional intelligence is involved in the association between work–life balance and job performance as a direct correlate of performance and as a mediating and moderating factor. These results highlight the relevance of work–life balance and emotional intelligence for understanding employee performance in knowledge-intensive occupational contexts.