Colombia
El artículo aborda el desafío de la escasez y el deterioro de los espacios públicos, agravado por la planificación informal y la alta vulnerabilidad ambiental (inundaciones y escorrentías) en el Barrio Las Américas, Yumbo, Colombia, un asentamiento informal de ladera. El objetivo central fue aplicar una Investigación-Acción-Participativa (IAP) para el co-diseño de espacios públicos resilientes, priorizando la perspectiva de la población infantil y adolescente (7-14 años). Se buscó transformar el entorno físico para mitigar riesgos y fomentar el desarrollo social en un contexto de precariedad urbana y fragmentación institucional. Se empleó la IAP combinada con Investigación-Creación, denominada "Diseño Participativo y Acción Urbana". La metodología involucró a 48 niños, líderes comunitarios y actores interinstitucionales clave. Se ejecutó en fases secuenciales: Reconocimiento del lugar, diagnóstico local participativo y co-creación. Para llevar a cabo las actividades de enfoque participativo, se utilizaron estrategias lúdicas y pedagógicas adaptadas (Mapeo Colectivo, dibujo, postales), como el uso de esquemas e imágenes, para traducir conceptos técnicos complejos (riesgo, resiliencia) y capturar la visión urbana de los niños sobre áreas de conflicto y oportunidad. La aplicación de la metodología demostró su efectividad pedagógica, logrando la asimilación conceptual en la población infantil a través de un lenguaje sencillo, a pesar de las brechas de conocimiento en acciones concretas de cuidado ambiental. El diagnóstico reveló el deterioro crítico del principal espacio recreativo del barrio y la urgente necesidad de soluciones ante la vulnerabilidad hídrica. La originalidad de la investigación radica en el enfoque IAP centrado en la niñez para la planificación urbana en contextos informales. El proceso culminó en un diseño concertado y replicable de mitigación de riesgos, materializado en micro-proyectos como el Talud SUDS (Sistema Urbano de Drenaje Sostenible), que integra el conocimiento técnico con la experiencia local para garantizar un entorno más seguro y adaptativo.
The article addresses the challenge of the scarcity and deterioration of public spaces, aggravated by informal planning and high environmental vulnerability (floods and runoff) in the Barrio Las Américas, Yumbo, Colombia, an informal hillside settlement. The central objective was to apply Participatory Action Research (PAR) for the co-design of resilient public spaces, prioritizing the perspective of the child and adolescent population (7-14 years old). The aim was to transform the physical environment to mitigate risks and foster social development within the context of urban precariousness and institutional fragmentation. PAR was employed in combination with Research-Creation, named "Participatory Design and Urban Action." The methodology involved 48 children, community leaders, and key inter-institutional actors. It was executed in sequential phases: Site Recognition, Local Participatory Diagnosis, and Co-creation. To carry out participatory focus activities, adapted playful and pedagogical strategies were used (Collective Mapping, drawing, postcards), such as the use of diagrams and images, to translate complex technical concepts (risk, resilience) and capture children's urban vision of conflict and opportunity areas. The application of the methodology demonstrated its pedagogical effectiveness, achieving conceptual assimilation in the child population through simple language, despite knowledge gaps regarding concrete environmental care actions. The diagnosis revealed the critical deterioration of the neighborhood's main recreational space and the urgent need for solutions against water vulnerability. The originality of the research lies in the PAR approach centered on childhood for urban planning in informal contexts. The process culminated in a concerted and replicable risk mitigation design, materialized in micro-projects such as the SUDS Embankment (Sustainable Urban Drainage System), which integrates technical knowledge with local experience to ensure a safer and more adaptive environment.
O artigo aborda o desafio da escassez e da deterioração dos espaços públicos, agravado pelo planeamento informal e pela alta vulnerabilidade ambiental (inundações e escoamento) no Bairro Las Américas, Yumbo, Colômbia, um assentamento informal em encosta. O objetivo central foi aplicar uma Pesquisa-Ação Participativa (PAP) para o co-design de espaços públicos resilientes, priorizando a perspetiva da população infantil e adolescente (7-14 anos). Procurou-se transformar o ambiente físico para mitigar riscos e fomentar o desenvolvimento social num contexto de precariedade urbana e fragmentação institucional. Foi utilizada a PAP combinada com a Pesquisa-Criação, denominada "Design Participativo e Ação Urbana". A metodologia envolveu 48 crianças, líderes comunitários e atores interinstitucionais chave. Foi executada em fases sequenciais: Reconhecimento do Local, Diagnóstico Local Participativo e Co-criação. Para realizar as atividades de enfoque participativo, foram utilizadas estratégias lúdicas e pedagógicas adaptadas (Mapeamento Coletivo, desenho, postais), como o uso de esquemas e imagens, para traduzir conceitos técnicos complexos (risco, resiliência) e capturar a visão urbana das crianças sobre áreas de conflito e oportunidade. A aplicação da metodologia demonstrou sua eficácia pedagógica, alcançando a assimilação conceptual na população infantil através de uma linguagem simples, apesar das lacunas de conhecimento em ações concretas de cuidado ambiental. O diagnóstico revelou a deterioração crítica do principal espaço recreativo do bairro e a urgente necessidade de soluções face à vulnerabilidade hídrica. A originalidade da pesquisa reside no enfoque PAP centrado na infância para o planeamento urbano em contextos informais. O processo culminou num design concertado e replicável de mitigação de riscos, materializado em microprojetos como o Talude SUDS (Sistema Urbano de Drenagem Sustentável), que integra o conhecimento técnico com a experiência local para garantir um ambiente mais seguro e adaptativo.