México
Con motivo del centenario del natalicio del sociólogo colombiano, Orlando Fals Borda, este artículo ofrece una reflexión en torno a uno de los componentes más debatido de la Investigación Acción Participativa (IAP): la devolución sistemática. Algunos estudiosos de la vida y obra del sociólogo han externado molestia por el uso del concepto “devolución” del saber popular a las comunidades a las que pertenece, debido a que nunca hubo una extracción o sustracción del mismo. El objetivo del presente artículo es demostrar que la devolución sistemática no consiste en “regresar” la misma información que se recaba en las comunidades, sino en generar un conocimiento nuevo, híbrido y orgánico. Se realiza esta reflexión a partir de un contrapunto entre las experiencias de Orlando Fals Borda recopiladas en su compendio Historia doble de la Costa (1979; 1981; 1984; 1986) y las presentadas por el aludido autor de este artículo en las clases de literatura de la Universidad de Sonora en México. Después de revisar las cuatro reglas que establece el sociólogo para la ejecución de la devolución sistemática (diferencial de comunicación, simplicidad de comunicación, autoinvestigación y control, y vulgarización técnica), se concluye que esta consiste en un proceso continuo de autorreflexión cuyo motor es la vulnerabilidad. Asimismo, se anticipa que este contrapunto sea de utilidad para quienes trabajen con las comunidades de base, ya que al sumar la vulnerabilidad como uno de los aspectos ineludibles de la devolución sistemática se actualiza su impacto social, político y afectivo. La devolución sistemática basada en la vulnerabilidad humana abre la posibilidad de engendrar una sociedad más justa para todos los involucrados en el proceso investigativo. En lo anterior radica, precisamente, la originalidad del artículo en cuestión, ya que la devolución sistemática no ha sido revisada en el contexto de la educación literaria actual.
On the occasion of the centenary of the birth of Colombian sociologist Orlando Fals Borda, this article offers a reflection on one of the most debated components of Participatory Action Research (PAR): systematic feedback. Some scholars dedicated to the life and work of the sociologist have expressed annoyance at the use of the concept “giving back” the popular knowledge to the communities to which it belongs, because there was never any extraction or removal of that knowledge. The aim of this article is to demonstrate that systematic feedback does not consist of “returning” the same information that is collected in the communities, but rather of generating new, hybrid, and organic knowledge. I based this reflection on a contrast between the experiences of Orlando Fals Borda compiled in Historia doble de la Costa (1979; 1981; 1984; 1986) and my own experiences in my literature classes at the University of Sonora in Mexico. After reviewing the four rules established by the sociologist for the execution of systematic feedback (communication differential, communication simplicity, self-research and control, and technical vulgarization), it is concluded that it consists of a continuous process of self-reflection driven by vulnerability. Moreover, it is anticipated that this contrast will be useful for those who work with grassroots communities, since adding vulnerability as one of the unavoidable aspects of systematic feedback updates its social, political, and emotional impact. Systematic feedback based on human vulnerability opens the possibility of creating a more just society for all those involved in the research process. This is precisely what makes the article in question so original, as systematic feedback has not been reviewed in the context of current literary education.
Por ocasião do centenário do nascimento do sociólogo colombiano Orlando Fals Borda, este artigo oferece uma reflexão sobre um dos componentes mais debatidos da Investigação-Ação Participativa (IAP): a devolução sistemática. Alguns estudiosos da vida e obra do sociólogo manifestaram descontentamento com o uso do conceito de «devolução» do conhecimento popular às comunidades a que pertence, uma vez que nunca houve uma extração ou subtração do mesmo. O objetivo do presente artigo é demonstrar que a devolução sistemática não consiste em «devolver» a mesma informação que é recolhida nas comunidades, mas sim em gerar um conhecimento novo, híbrido e orgânico. Esta reflexão é feita a partir de um contraponto entre as experiências de Orlando Fals Borda compiladas em seu compêndio Historia doble de la Costa (1979, 1981, 1984, 1986) e as apresentadas pelo autor deste artigo nas aulas de literatura da Universidade de Sonora, no México. Após revisar as quatro regras estabelecidas pelo sociólogo para a execução da devolução sistemática (diferencial de comunicação, simplicidade de comunicação, autoinvestigação e controle, e vulgarização técnica), conclui-se que esta consiste em um processo contínuo de autorreflexão cujo motor é a vulnerabilidade. Da mesma forma, antecipa-se que este contraponto seja útil para aqueles que trabalham com as comunidades de base, uma vez que, ao somar a vulnerabilidade como um dos aspectos inevitáveis. O feedback sistemático baseado na vulnerabilidade humana abre a possibilidade de criar uma sociedade mais justa para todos os envolvidos no processo investigativo. É precisamente aí que reside a originalidade do artigo em questão, uma vez que o feedback sistemático não foi revisto no contexto da educação literária atual.