México
Este artículo analiza los procesos de resistencia civil desde la noviolencia liderados por mujeres en los municipios de Samaniego (Nariño) y Quibdó (Chocó), en el contexto del posacuerdo colombiano. A pesar de que la firma del Acuerdo de Paz con las FARC en 2016 no puso fin al conflicto armado, generó condiciones para que comunidades afectadas promovieran prácticas de transformación pacífica del conflicto. En estos territorios, las mujeres, históricamente impactadas por la violencia sexual, el desplazamiento forzado y la exclusión, han liderado acciones centradas en la educación para la paz, la reconstrucción de la memoria histórica, el arte, y la restauración del tejido social. Estas iniciativas han demostrado ser fundamentales para la reconciliación y la construcción de paz desde lo local. El estudio resalta la importancia de visibilizar, acompañar e institucionalizar estas prácticas, reconociendo el papel protagónico de las mujeres como agentes de cambio y constructoras de paz territorial.
La originalidad de este artículo radica en articular las experiencias de mujeres afrodescendientes e indígenas de Quibdó y Samaniego, siendo un análisis poco explorado en estudios sobre el posacuerdo en Colombia. Aplicado desde un enfoque etnográfico cualitativo, el estudio aporta al reconocimiento de las prácticas cotidianas de la noviolencia por parte de mujeres víctimas del conflicto armado, identificando categorías analíticas emergentes que permiten reinterpretar la construcción de paz local desde sus testimonios. La metodología establece a través de entrevistas semiestructuradas y de la observación participante apoyados en el manejo éticamente responsable de la información brindada, poniendo en contexto la proyección de sus propios horizontes de paz, que invita a su vez a fortalecer los aportes teóricos, pero desde la especificidad del Pacífico y el suroccidente colombiano.
This article examines the processes of civil resistance through nonviolence led by women in the municipalities of Samaniego (Nariño) and Quibdó (Chocó), within the context of Colombia’s post‑agreement period. Although the signing of the 2016 Peace Accord with the FARC did not bring an end to the armed conflict, it created conditions that enabled affected communities to promote practices aimed at the peaceful transformation of conflict. In these territories, women—historically impacted by sexual violence, forced displacement, and exclusion—have taken the lead in initiatives focused on peace education, the reconstruction of historical memory, artistic expression, and the restoration of the social fabric. These actions have proven essential for reconciliation and for building peace from the local level upward. The study highlights the importance of making these practices visible, supporting them, and institutionalizing them, acknowledging the central role of women as agents of change and builders of territorial peace.
The originality of this article lies in articulating the experiences of Afro-descendant and Indigenous women from Quibdó and Samaniego—an approach rarely explored in studies on Colombia’s post‑agreement period. Grounded in a qualitative ethnographic approach, the study contributes to recognizing women’s everyday nonviolent practices in the context of armed conflict, identifying emergent analytical categories that enable a reinterpretation of local peacebuilding through their testimonies. The methodology, based on semi‑structured interviews and participant observation, is supported by the ethically responsible management of the information provided, situating the projection of their own horizons of peace. This approach, in turn, invites the strengthening of theoretical contributions from the specific perspectives of the Colombian Pacific and southwestern regions.
Este artigo analisa os processos de resistência civil por meio da noviolência liderados por mulheres nos municípios de Samaniego (Nariño) e Quibdó (Chocó), no contexto do pós‑acordo na Colômbia. Embora a assinatura do Acordo de Paz com as FARC em 2016 não tenha posto fim ao conflito armado, ela gerou condições para que as comunidades afetadas promovessem práticas de transformação pacífica do conflito. Nesses territórios, as mulheres — historicamente impactadas pela violência sexual, pelo deslocamento forçado e pela exclusão — têm liderado ações centradas na educação para a paz, na reconstrução da memória histórica, na arte e na restauração do tecido social. Essas iniciativas têm se mostrado fundamentais para a reconciliação e para a construção de paz a partir do nível local. O estudo ressalta a importância de tornar visíveis, acompanhar e institucionalizar essas práticas, reconhecendo o papel protagonista das mulheres como agentes de mudança e construtoras da paz territorial. A originalidade deste artigo reside em articular as experiências de mulheres afrodescendentes e indígenas de Quibdó e Samaniego, constituindo uma análise pouco explorada nos estudos sobre o pós‑acordo na Colômbia. Aplicado a partir de uma abordagem etnográfica qualitativa, o estudo contribui para o reconhecimento das práticas cotidianas de noviolência por parte de mulheres vítimas do conflito armado, identificando categorias analíticas emergentes que permitem reinterpretar a construção de paz local a partir de seus testemunhos. A metodologia, baseada em entrevistas semiestruturadas e em observação participante, apoiada em um manejo ética e responsavelmente orientado das informações fornecidas, contextualiza a projeção de seus próprios horizontes de paz, o que, por sua vez, convida ao fortalecimento das contribuições teóricas desde a especificidade do Pacífico e do sul‑ocidente colombiano.