Brasil
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Este artículo analiza los límites y las contradicciones en el proceso de implementación de la Ley Federal n.º 13.415/2017, que instituyó la Nueva Enseñanza Secundaria (NEM), centrándose en la segmentación de la etapa y en los mecanismos de producción de desigualdades educativas en el estado de Minas Gerais. La propuesta teórico-metodológica, basada en la teoría de la promulgación de políticas, combinó dos fases: una exploratoria, con la aplicación de cuestionarios a los gestores escolares de la 32.ª Superintendencia Regional de Educación de Pouso Alegre (MG); y una segunda etapa basada en un estudio de casos, con análisis documental y realización de entrevistas. En esta última etapa, se entrevistó a directores de cuatro escuelas de diferentes redes que ofrecían enseñanza secundaria (red pública estatal regular, enseñanza secundaria a tiempo completo, red federal y red privada). Las pruebas documentadas permiten establecer una comparación analítica sobre cómo se produce una misma política en contextos institucionales y normativos con una diferenciación y segmentación significativas de la etapa. La forma en que se produjo el NEM en las diferentes escuelas contribuyó a reforzar las desigualdades institucionales y formativas. Los casos analizados demuestran que la flexibilización curricular en las diferentes ofertas de la etapa intensificó las jerarquías preexistentes, revelando los límites de las políticas de flexibilización curricular en contextos profundamente desiguales y segmentados
Este artigo analisa os limites e as contradições no processo de implementação da Lei Federal n.º 13.415/2017, que instituiu o Novo Ensino Médio (NEM), com foco na segmentação da etapa e nos mecanismos de produção de desigualdades educacionais no estado de Minas Gerais. A proposição teórico-metodológica, ancorada na policy enactment theory, combinou duas fases: uma exploratória, com aplicação de questionários aos gestores escolares da 32.ª Superintendência Regional de Ensino de Pouso Alegre (MG); e uma segunda etapa feita a partir de um estudo de casos, com análise documental e realização de entrevistas. Nessa última etapa, foram entrevistados gestores de quatro escolas de diferentes redes que ofertavam o Ensino Médio (Rede pública estadual regular, de Ensino Médio em Tempo Integral, Rede federal e Rede privada). As evidências documentadas permitem estabelecer uma comparação analítica sobre como uma mesma política é produzida em contextos institucionais e regulatórios com significativa diferenciação e segmentação da etapa. A forma como o NEM foi produzido nas diferentes escolas contribuiu para reforçar desigualdades institucionais e formativas. Os casos analisados demonstram que a flexibilização curricular nas diferentes ofertas da etapa intensificou hierarquias preexistentes, revelando os limites de políticas de flexibilização curriculares em contextos profundamente desiguais e segmentados
This article analyzes the limits and contradictions in the implementation process of Federal Law No. 13,415/2017, which established the New Secondary Education (NEM), focusing on the segmentation of the stage and the mechanisms of production of educational inequalities in the state of Minas Gerais. The theoretical-methodological proposition, anchored in policy enactment theory, combined two phases: an exploratory phase, with the application of questionnaires to school administrators from the 32nd Regional Superintendency of Education in Pouso Alegre (MG); and a second phase based on a case study, with documentary analysis and interviews. In this last stage, administrators from four schools from different networks offering secondary education (regular state public network, full-time secondary education, federal network, and private network) were interviewed. The documented evidence allows for an analytical comparison of how the same policy is produced in institutional and regulatory contexts with significant differentiation and segmentation of the stage. The way in which the NEM was produced in different schools contributed to reinforcing institutional and educational inequalities. The cases analyzed demonstrate that curricular flexibility in the different offerings at this stage intensified preexisting hierarchies, revealing the limits of curricular flexibility policies in deeply unequal and segmented contexts.