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Henrique Carvalho Bezerra Morais
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Paulo Vitor Souza de Souza
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Umbelina Cravo Teixeira Lagioia
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Brasil
Brasil
La oportunidad en la divulgación de información financiera puede reducir las asimetrías de información y, con ello, mejorar la calidad de la información reportada. Este estudio examina la relación entre la oportunidad de los reportes financieros, entendida como retrasos en la publicación y reexpresiones, y la relevancia de la información contable. La muestra está compuesta por 217 empresas cotizadas en bolsa listadas en B3 durante el período 2010–2021. Para el análisis se emplean regresiones de mínimos cuadrados ordinarios agrupados. Los hallazgos indican que los inversionistas reaccionan con menor intensidad a las utilidades a medida que aumenta el retraso en la publicación después del cierre del ejercicio fiscal, y reaccionan menos al patrimonio cuando la publicación se realiza después del plazo regulatorio. Adicionalmente, los inversionistas muestran reacciones más débiles frente a las utilidades corrientes en firmas que reexpresaron voluntariamente sus estados financieros en el período anterior, y frente al patrimonio corriente en firmas que fueron obligadas a reexpresar. En conjunto, la menor sensibilidad de los inversionistas frente a las utilidades y al patrimonio refleja una disminución en su relevancia informativa. Los resultados sugieren que una menor oportunidad, ya sea en las divulgaciones iniciales o en las reexpresiones posteriores, reduce la relevancia de la información contable. Estos hallazgos tienen implicaciones prácticas: los directivos deben reconocer que los retrasos en la divulgación pueden desalentar la participación de los inversionistas; los inversionistas pueden identificar oportunidades de negociación al comprender las reacciones del mercado frente a la oportunidad de los reportes; y los reguladores podrían necesitar reevaluar si los mecanismos preventivos y sancionatorios existentes son suficientes para garantizar una divulgación oportuna.
A tempestividade da divulgação dos relatórios financeiros pode reduzir as assimetrias de informação e, assim, aumentar a qualidade da informação reportada. Este estudo examina a relação entre a tempestividade dos relatórios, entendida como atrasos na publicação e reapresentações, e a relevância da informação contábil. A amostra é composta por 217 companhias abertas listadas na B3 no período de 2010 a 2021. Para a análise, empregam-se regressões de mínimos quadrados ordinários agrupados. Os achados indicam que os investidores reagem com menor intensidade aos lucros à medida que aumenta o atraso na publicação após o encerramento do exercício social, e reagem menos ao patrimônio líquido quando a publicação ocorre após o prazo regulatório.Adicionalmente, os investidores apresentam reações mais fracas aos lucros correntes em firmas que reapresentaram voluntariamente suas demonstrações financeiras no período anterior, e ao patrimônio líquido corrente em firmas que foram obrigadas a reapresentar. Em conjunto, a menor sensibilidade dos investidores aos lucros e ao patrimônio líquido reflete uma redução em sua relevância informacional. Os resultados sugerem que uma menor tempestividade, seja nas divulgações iniciais, seja nas reapresentações subsequentes, diminui a relevância da informação contábil. Esses achados têm implicações práticas: os gestores devem reconhecer que atrasos na divulgação podem desencorajar o engajamento dos investidores; os investidores podem identificar oportunidades de negociação ao compreender as reações do mercado à tempestividade dos relatórios; e os reguladores podem precisar reavaliar se os mecanismos preventivos e punitivos existentes são suficientes para assegurar a divulgação tempestiva.
The timeliness financial reporting can reduce information asymmetries, thereby enhancing the quality of reported information. This study examines the relationship between reporting timeliness (i.e., publication delays and restatements) and the relevance of accounting information. The sample comprises 217 publicly traded companies listed on B3 over the period 2010–2021. Pooled ordinary least squares (OLS) regressions are employed for the analysis. The findings indicate that investors react less strongly to earnings as the delay in publication after the fiscal year-end increases, and less to equity when publication occurs after the regulatory deadline. Additionally, investors exhibit weaker reactions to current earnings for firms that voluntarily restated their financial statements in the previous period, and to current equity for firms that were required to restate. Overall, reduced investor responsiveness to earnings and equity reflects a decline in their informational relevance. The results suggest that lower timeliness—whether in initial disclosures or subsequent restatements—diminishes the relevance of accounting information. These findings have practical implications: managers should recognize that reporting delays may discourage investor engagement; investors may identify trading opportunities by understanding market reactions to reporting timeliness; and regulators may need to reassess whether existing preventive and punitive mechanisms are sufficient to ensure timely disclosure.