Colombia
La legislación directa mediante mecanismos de voto popular es una estrategia cada vez más común para institucionalizar la resolución de conflictos. Este artículo tiene como objetivo analizar y cuantificar las causas estructurales que condujeron al rechazo del plebiscito por la paz de 2016 en Colombia, con especial atención a la forma en que los términos del acuerdo de paz influyeron en los patrones de votación. Al abordar el acuerdo colombiano de 2016, sostenemos que las dimensiones personales, relacionales y culturales abarcan causas estrechamente vinculadas con las actitudes de los votantes. Sin embargo, cuando los términos de un acuerdo de paz se consideran causas estructurales, estos se relacionan fuertemente con las fracturas sociales que el acuerdo busca atender. Para formalizar el papel de estos términos dentro de la dimensión estructural, se probaron variables simples asociadas con cada término mediante modelos de regresión MCO y logit. Los resultados indican que las zonas caracterizadas por pobreza rural, cultivos de coca, victimización, lejanía de los centros administrativos y económicos, y fuerte presencia de grupos rebeldes se asociaron positivamente con el voto por el Sí. Asimismo, revelan una influencia heterogénea de las partes en conflicto y muestran que el voto por el No prevaleció en zonas con mayor población y mayores tasas de abstención. El artículo presenta limitaciones empíricas derivadas de su enfoque metodológico heterodoxo, el cual omite etapas convencionales del pospositivismo. También existen limitaciones de datos asociadas con la simplicidad de las variables.
Direct legislation through ballot measures is an increasingly common strategy to institutionalize conflict resolution. This article aims to analyze and quantify the structural causes that led to the rejection of the 2016 Colombian peace plebiscite, with a particular focus on how the terms of the peace accord influenced voting patterns. Addressing Colombia’s 2016 accord, we argue that personal, relational, and cultural dimensions encompass causes closely related to voters’ attitudes. However, when the terms of a peace deal are considered structural causes, they are strongly linked to the societal fractures that the agreement seeks to address. To formalize the role of these terms within the structural dimension, simple variables associated with each term were tested using OLS and logit regression models. The results indicate that areas characterized by rural poverty, coca cultivation, victimization, remoteness from the administrative and economic centers, and a strong presence of rebel groups were positively associated with the Yes vote; they also reveal a heterogeneous influence of the warring parties and show that the No vote prevailed in areas with larger populations and higher abstention rates. The article presents empirical limitations due to its heterodox methodological approach, which omits conventional post-positivist stages. Data limitations also arise from the simplicity of the variables.
A legislação direta por meio de mecanismos de voto popular é uma estratégia cada vez mais comum para institucionalizar a resolução de conflitos. Este artigo tem como objetivo analisar e quantificar as causas estruturais que levaram à rejeição do plebiscito pela paz de 2016 na Colômbia, com especial atenção à forma como os termos do acordo de paz influenciaram os padrões de votação. Ao tratar do acordo colombiano de 2016, argumentamos que as dimensões pessoais, relacionais e culturais abrangem causas estreitamente relacionadas às atitudes dos eleitores. No entanto, quando os termos de um acordo de paz são considerados causas estruturais, eles estão fortemente vinculados às fraturas sociais que o acordo busca enfrentar. Para formalizar o papel desses termos dentro da dimensão estrutural, variáveis simples associadas a cada termo foram testadas por meio de modelos de regressão OLS e logit. Os resultados indicam que áreas caracterizadas por pobreza rural, cultivo de coca, vitimização, distância dos centros administrativos e econômicos e forte presença de grupos rebeldes estiveram positivamente associadas ao voto pelo Sim. Também revelam uma influência heterogênea das partes em conflito e mostram que o voto pelo Não prevaleceu em áreas com maior população e maiores taxas de abstenção. O artigo apresenta limitações empíricas em razão de sua abordagem metodológica heterodoxa, que omite etapas convencionais do pós-positivismo. Também há limitações de dados decorrentes da simplicidade das variáveis.