México
Países Bajos
Este artículo analiza las transformaciones recientes del sector agroindustrial de exportación en América Latina desde una perspectiva de economía política crítica, actualizando los postulados de la teoría de la dependencia. Se sostiene que el sistema agroalimentario global reproduce asimetrías históricas a través de mecanismos contemporáneos como la financiarización de la tierra, la imposición de certificaciones, la reprimarización productiva y formas de gobernanza buyer-driven. A partir de dos estudios de caso, la cadena del cacao en la Amazonía ecuatoriana y el enclave aguacatero en Michoacán, México, el análisis articula dimensiones estructurales, territoriales y socioeconómicas. La metodología combina análisis estadístico, trabajo etnográfico y entrevistas con actores clave. Los hallazgos evidencian que la inserción agroexportadora, lejos de promover un desarrollo neutral o equitativo, refuerza la dependencia estructural mediante dispositivos normativos, prácticas de valorización financiera y marcos de gobernanza dominados por actores del Norte global. El artículo propone así una lectura renovada de la Teoría de la Dependencia como herramienta para comprender las desigualdades que atraviesan los regímenes agroalimentarios contemporáneos. Finalmente, se esbozan líneas futuras de investigación centradas en los vínculos entre territorio, agroindustria y poder, así como en la necesidad de repensar la soberanía alimentaria desde una perspectiva crítica.
This article analyzes recent transformations in Latin America's export-oriented agroindustrial sector from a critical political economy perspective, updating the core tenets of Dependency Theory. It argues that the global agri-food system reproduces historical asymmetries through contemporary mechanisms, including land financialization, the imposition of certifications, productive reprimarization, and buyer-driven forms of governance. Based on two case studies —the cacao chain in the Ecuadorian Amazon and the avocado enclave in Michoacán, Mexico —the analysis integrates structural, territorial, and socioeconomic dimensions. The methodology combines statistical analysis, ethnographic fieldwork, and interviews with key actors. The findings reveal that agro-export insertion, far from fostering neutral or equitable development, deepens structural dependency through normative devices, financial valorization practices, and governance frameworks dominated by Global North actors. The article thus offers a renewed reading of Dependency Theory as a tool for understanding the inequalities embedded in contemporary agri-food regimes. Finally, it outlines future lines of research focusing on the intersections between territory, agroindustry, and power, as well as the need to rethink food sovereignty from a critical perspective.
Este artigo analisa as recentes transformações do setor agroindustrial de exportação na América Latina a partir de uma perspectiva de economia política crítica, atualizando os postulados da teoria da dependência. Defende-se que o sistema agroalimentar global reproduz assimetrias históricas por meio de mecanismos contemporâneos, como a financeirização da terra, a imposição de certificações, a reprimarização produtiva e formas de governança orientadas pelo comprador. A partir de dois estudos de caso — a cadeia do cacau na Amazônia equatoriana e o enclave do abacate em Michoacán, no México —, a análise articula dimensões estruturais, territoriais e socioeconômicas. A metodologia combina análise estatística, trabalho etnográfico e entrevistas com atores-chave. Os resultados evidenciam que a inserção agroexportadora, longe de promover um desenvolvimento neutro ou equitativo, reforça a dependência estrutural por meio de dispositivos normativos, práticas de valorização financeira e marcos de governança dominados por atores do Norte global. O artigo propõe, assim, uma leitura renovada da Teoria da Dependência como ferramenta para compreender as desigualdades que atravessam os regimes agroalimentares contemporâneos. Por fim, esboçam-se linhas futuras de pesquisa centradas nas ligações entre território, agroindústria e poder, bem como na necessidade de repensar a soberania alimentar a partir de uma perspectiva crítica.