Argentina
Este artículo analiza los determinantes estructurales de la desigualdad global en el siglo XXI a partir de un enfoque crítico basado en la teoría de la dependencia. Mediante un modelo econométrico de datos de panel para 51 países entre 2000 y 2019, se evalúa el impacto de la centralidad en las redes globales de producción, la complejidad técnica de las exportaciones, la complejidad del aparato productivo nacional y el grado de extranjerización sobre cuatro indicadores de desigualdad: el coeficiente de Gini, la participación de los asalariados, el ingreso medio de los hogares y el PBI per cápita. Los resultados muestran que una inserción subordinada en las cadenas globales de valor y una elevada extranjerización del sistema productivo se asocian con mayores niveles de desigualdad y menores valores en los indicadores de bienestar. En cambio, una mayor complejidad técnica y una posición más central en la red comercial internacional se correlacionan con una distribución más equitativa del ingreso. Estos hallazgos refuerzan la vigencia analítica de la teoría de la dependencia para explicar las desigualdades contemporáneas en el capitalismo global.
This article analyzes the structural determinants of global inequality in the 21st century from a critical perspective grounded in dependency theory. Using a panel data model covering 51 countries from 2000 to 2019, we assess the impact of countries’ centrality in global production networks, the technological complexity of exports, the internal productive structure, and the level of foreign ownership on four key indicators of inequality: the Gini coefficient, labor income share, average household income, and GDP per capita. The results show that subordinate integration into global value chains and high levels of foreign control over productive assets are associated with greater inequality and lower economic well-being. In contrast, countries with more complex production structures and more central positions in global trade networks tend to exhibit more equitable income distribution and higher development levels. These findings reaffirm the relevance of dependency theory as an analytical framework to understand contemporary global inequalities in the capitalist world economy.
Este artigo analisa os determinantes estruturais da desigualdade global no século XXI a partir de uma abordagem crítica baseada na teoria da dependência. Por meio de um modelo econométrico de dados em painel para 51 países entre 2000 e 2019, avalia-se o impacto da centralidade nas redes globais de produção, da complexidade técnica das exportações, da complexidade do aparato produtivo nacional e do grau de estrangeirização sobre quatro indicadores de desigualdade: o coeficiente de Gini, a participação dos assalariados, a renda média das famílias e o PIB per capita. Os resultados mostram que uma inserção subordinada nas cadeias globais de valor e uma elevada estrangeirização do sistema produtivo estão associadas a maiores níveis de desigualdade e menores valores nos indicadores de bem-estar. Por outro lado, uma maior complexidade técnica e uma posição mais central na rede comercial internacional estão correlacionadas com uma distribuição mais equitativa da renda. Essas descobertas reforçam a validade analítica da teoria da dependência para explicar as desigualdades contemporâneas no capitalismo global.