El presente artículo examina la figura del Abogado General en el Tribunal de Justicia de la Unión Europea (TJUE) y evalúa su potencial incorporación al Tribunal de Justicia de la Comunidad Andina (TJCA). Mediante un análisis comparado, se exploran las funciones, aportes y garantías institucionales que caracterizan al Abogado General en el contexto europeo, destacando su contribución a la coherencia jurisprudencial, al desarrollo del Derecho y a la legitimidad de la jurisdicción supranacional. Asimismo, se analizan los factores históricos, políticos y presupuestarios que explican la ausencia de esta figura en el sistema andino, como la defensa de la soberanía nacional, el sesgo económico-comercial de la integración y las restricciones financieras de la CAN. A partir de las bases jurídicas existentes en el Derecho andino, se identifican los mecanismos normativos y procedimentales necesarios para introducir un Abogado General en el TJCA y se argumenta que su adopción fortalecería el principio de homogeneidad, la unidad del ordenamiento jurídico y la transparencia del proceso decisorio. Finalmente, se sostiene que esta figura permitiría intensificar el diálogo judicial del TJCA con el TJUE y otros tribunales internacionales, consolidando la confianza de los Estados miembros y de los operadores jurídicos en el sistema de integración regional.
This article examines the role of the Advocate General in the Court of Justice of the European Union (CJEU) and assesses its potential incorporation into the Court of Justice of the Andean Community (CJAC). Through a comparative analysis, it explores the functions, contributions, and institutional safeguards that define the Advocate General in the European context, highlighting their contribution to jurisprudential coherence, legal development, and the legitimacy of supranational jurisdiction. It also analyzes the historical, political, and budgetary factors that explain the absence of this figure in the Andean system, such as the defense of national sovereignty, the economic-commercial bias of integration, and the financial constraints of the CAN. Based on existing legal foundations in Andean law, the article identifies the normative and procedural mechanisms necessary to introduce an Advocate General in the CJAC and argues that its adoption would strengthen the principle of homogeneity, the unity of the legal system, and the transparency of the decision-making process. Finally, it is argued that this figure would enhance judicial dialogue between the CJAC and the CJEU, as well as other international courts, consolidating the trust of member states and legal practitioners in the regional integration system.
Le présent article examine la figure de l’Avocat Général au sein de la Cour de justice de l’Union européenne (CJUE) et évalue son éventuelle intégration à la Cour de justice de la Communauté andine (CJCA). À travers une analyse comparative, il explore les fonctions, les apports et les garanties institutionnelles qui caractérisent l’Avocat Général dans le contexte européen, en soulignant sa contribution à la cohérence jurisprudentielle, au développement du droit et à la légitimité de la juridiction supranationale. Il analyse également les facteurs historiques, politiques et budgétaires qui expliquent l’absence de cette figure dans le système andin, tels que la défense de la souveraineté nationale, le biais économique et commercial de l’intégration et les contraintes financières de la CAN. À partir des bases juridiques existantes dans le droit andin, l’article identifie les mécanismes normatifs et procéduraux nécessaires pour introduire un Avocat Général au sein de la CJCA et soutient que son adoption renforcerait le principe d’homogénéité, l’unité de l’ordre juridique et la transparence du processus décisionnel. Enfin, il est affirmé que cette figure permettrait d’intensifier le dialogue judiciaire entre la CJCA, la CJUE et d’autres juridictions internationales, consolidant ainsi la confiance des États membres et des acteurs juridiques dans le système d’intégration régionale.
O presente artigo examina a figura do Advogado-Geral no Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) e avalia sua possível incorporação ao Tribunal de Justiça da Comunidade Andina (TJCA). Por meio de uma análise comparativa, exploram-se as funções, contribuições e garantias institucionais que caracterizam o Advogado-Geral no contexto europeu, destacando sua contribuição para a coerência jurisprudencial, o desenvolvimento do Direito e a legitimidade da jurisdição supranacional. Além disso, analisam-se os fatores históricos, políticos e orçamentários que explicam a ausência dessa figura no sistema andino, como a defesa da soberania nacional, o viés econômico-comercial da integração e as restrições financeiras da CAN. Com base nas normas jurídicas existentes no Direito andino, identificam-se os mecanismos normativos e procedimentais necessários para introduzir um Advogado-Geral no TJCA, argumentando-se que sua adoção fortaleceria o princípio da homogeneidade, a unidade do ordenamento jurídico e a transparência do processo decisório. Por fim, sustenta-se que essa figura permitiria intensificar o diálogo judicial do TJCA com o TJUE e outros tribunais internacionais, consolidando a confiança dos Estados membros e dos operadores jurídicos no sistema de integração regional.