Argentina
La Unión Europea ha consolidado un rol de liderazgo sistémico en la regulación de las tecnologías emergentes, proyectando estándares normativos con vocación de universalidad. El presente artículo analiza el Derecho de la Integración como un dispositivo jurídico central para la tutela de los derechos humanos frente a los procesos de digitalización acelerada. A tal fin, se examinan tres pilares normativos del modelo europeo: el Reglamento General de Protección de Datos (GDPR), la Ley de Inteligencia Artificial (AI Act) y el Reglamento relativo a los mercados de criptoactivos (MICA). A partir del estudio de la jurisprudencia del Tribunal de Justicia de la Unión Europea y de la evolución de los regímenes de transferencia internacional de datos, se sostiene que la armonización supranacional permite enfrentar las asimetrías de poder propias del ecosistema digital, conciliando innovación tecnológica, seguridad jurídica y primacía de la dignidad humana. El trabajo concluye que el modelo europeo de integración se erige como un referente de constitucionalismo digital con impacto global.
The European Union has consolidated a position of systemic leadership in the regulation of emerging technologies, establishing normative standards with global reach. This article examines Integration Law as a central legal framework for the protection of human rights in the context of accelerated digitalization. It focuses on three core regulatory pillars of the European model: the General Data Protection Regulation (GDPR), the Artificial Intelligence Act (AI Act), and the Markets in Crypto-Assets Regulation (MICA). Through the analysis of the case law of the Court of Justice of the European Union and the evolution of international data transfer regimes, the article argues that supranational harmonization provides an effective response to the power asymmetries inherent in the digital ecosystem, balancing technological innovation, legal certainty, and the primacy of human dignity. The study concludes that the European integration model represents a leading example of digital constitutionalism with global influence.
L’Union européenne a affirmé un rôle de leadership systémique dans la régulation des technologies émergentes, en établissant des normes juridiques à vocation universelle. Le présent article analyse le droit de l’intégration comme un instrument central de protection des droits de l’homme face aux processus accélérés de numérisation. À cette fin, trois piliers normatifs du modèle européen sont examinés : le Règlement général sur la protection des données (RGPD), la loi sur l’intelligence artificielle (AI Act) et le règlement relatif aux marchés de crypto-actifs (MICA). À travers l’étude de la jurisprudence de la Cour de justice de l’Union européenne et de l’évolution des régimes de transfert international de données, il est soutenu que l’harmonisation supranationale permet de répondre aux asymétries de pouvoir propres à l’environnement numérique, en conciliant innovation technologique, sécurité juridique et primauté de la dignité humaine. L’article conclut que le modèle européen d’intégration constitue une référence majeure du constitutionnalisme numérique à portée globale.
A União Europeia consolidou uma posição de liderança sistêmica na regulação das tecnologias emergentes, estabelecendo padrões normativos com vocação universal. O presente artigo analisa o Direito da Integração como um instrumento jurídico fundamental para a proteção dos direitos humanos diante dos processos acelerados de digitalização. Nesse contexto, são examinados três eixos normativos centrais do modelo europeu: o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), a Lei de Inteligência Artificial (AI Act) e o Regulamento dos Mercados de Criptoativos (MICA). A partir da análise da jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia e da evolução dos regimes de transferência internacional de dados, sustenta-se que a harmonização supranacional permite enfrentar as assimetrias de poder do ambiente digital, conciliando inovação tecnológica, segurança jurídica e centralidade da dignidade humana. Conclui-se que o modelo europeu de integração configura um paradigma de constitucionalismo digital com projeção global.