Uruguay
En los pasados 20 años, la ruralidad latinoamericana experimentó transformaciones productivas y sociales impulsadas por alza global de precios en los comoddities, liberalización de mercados y políticas de ajuste estructural. Este modelo, opuesto al de sustitución de importaciones (1950- 1970), diversificó el empleo rural, articulando diversos sectores productivos generando una sociedad rural heterogénea. Entre 2010 y 2023, países agroexportadores como Brasil, Chile, México y Uruguay, redujeron la jornada laboral agraria, con diferencias según mecanización, informalidad y tipo de contrato. Chile y Uruguay lideran la misma (-3.8 y -3.6 horas), mientras Brasil y México mantienen jornadas más largas y alta informalidad (55-85%), especialmente en agricultura familiar. La agricultura 4.0/5.0 se asociaría con menos horas de trabajo, pero segmenta el mercado laboral, las grandes explotaciones agroindustriales tienden a ofrecer mayor grado de formalidad, pero menor tiempo de jornada laboral, mientras que las pequeñas unidades productivas presentan mayor informalidad. Como también la dimensión territorio a ser tenida en cuenta, dado que las brechas entre los territorios reflejan disparidades en desarrollo tecnológico y acceso a derechos laborales. Los datos señalan que la precisión productiva optimiza procesos y reduce mano de obra no especializada, como también la precarización laboral bajo nuevas formas de control tecnológico.
Over the past two decades, Latin American rural landscapes have undergone profound productive and social transformations, driven by rising global commodity prices, market liberalization, and structural adjustment policies. This model—contrasting sharply with the import-substitution industrialization (ISI) framework of 1950–1970—diversified rural employment by integrating multiple productive sectors, ultimately fostering a heterogeneous rural society. Between 2010 and 2023, agro-exporting nations such as Brazil, Chile, Mexico, and Uruguay reduced average agricultural working hours, though disparities persisted based on mechanization levels, informal labour, and contract types. Chile and Uruguay recorded the most significant declines (−3.8 and −3.6 hours per week, respectively), whereas Brazil and Mexico retained longer workdays and higher informality rates (55–85%), particularly in smallholder farming. While Agriculture 4.0/5.0 technologies correlate with reduced working hours, they also exacerbate labour market segmentation. Large agro-industrial operations tend to offer greater formalization but shorter workdays, whereas small-scale production units exhibit higher informality and precarious conditions. Territorial disparities further compound these trends, reflecting uneven technological adoption and unequal access to labour rights. Empirical evidence suggests that precision agriculture optimizes processes and reduces demand for unskilled labour, yet it simultaneously intensifies labour precarity through new forms of technological control.
Nos últimos 20 anos, as áreas rurais latino-americanas vivenciaram transformações produtivas e sociais impulsionadas pelo aumento dos preços globais das commodities, pela liberalização do mercado e pelas políticas de ajuste estrutural. Esse modelo, contrastando com o modelo de substituição de importações (1950-1970), diversificou o emprego rural, coordenando diversos setores produtivos e gerando uma sociedade rural heterogênea. Entre 2010 e 2023, países agroexportadores como Brasil, Chile, México e Uruguai reduziram a jornada de trabalho agrícola, com diferenças dependendo da mecanização, informalidade e tipo de contrato. Chile e Uruguai lideram (-3,8 e -3,6 horas), enquanto Brasil e México mantêm jornadas de trabalho mais longas e alta informalidade (55-85%), especialmente na agricultura familiar. A agricultura 4.0/5.0 estaria associada a menos horas de trabalho, mas segmenta o mercado de trabalho. Grandes fazendas agroindustriais tendem a oferecer maior nível de formalidade, mas menor jornada de trabalho, enquanto pequenas unidades de produção apresentam maior informalidade. A dimensão territorial também deve ser considerada, visto que as disparidades entre territórios refletem disparidades no desenvolvimento tecnológico e no acesso a direitos trabalhistas. Dados indicam que a precisão na produção otimiza processos e reduz a mão de obra não qualificada, bem como a precarização do emprego sob novas formas de controle tecnológico.