Argentina
Este artículo analiza la pobreza estructural en la Argentina en los últimos cuarenta años, entendida como la persistencia de privaciones no monetarias en las condiciones materiales de vida. Aplicando el enfoque de Necesidades Básicas Insatisfechas (NBI) a los datos de los censos nacionales de población 1980, 1991, 2001, 2010 y 2022, se construyen indicadores de prevalencia, intensidad y severidad de la pobreza.
A fin de enriquecer la medición tradicional basada en umbrales fijos, se propone una extensión metodológica que incorpora la intensidad (cantidad de privaciones) y la severidad (gradientes dentro de cada privación), permitiendo distinguir situaciones cualitativamente diferentes dentro del universo de personas pobres sin perder comparabilidad histórica.
Dentro de este marco, el estudio contrasta empíricamente dos hipótesis: a) la existencia de una relación positiva entre prevalencia e intensidad/severidad, y b) la presencia de procesos de convergencia territorial, tanto sigma (reducción de desigualdades interdepartamentales) como beta (mayores avances en los departamentos más rezagados). Entre los principales hallazgos se destaca una disminución general en la prevalencia, la intensidad y la severidad de la pobreza estructural, acompañada de una relación robusta entre prevalencia e intensidad, y evidencia de convergencia tanto beta como sigma. Esta última se verificó sólo en el último tramo del período: 2010-2022.
This paper examines structural poverty in Argentina over the last forty years, understood as the persistence of non-monetary deprivations in material living conditions. Using the Unsatisfied Basic Needs (UBN) approach with data from the 1980, 1991, 2001, 2010, and 2022 national population censuses, it constructs indicators of prevalence, intensity, and severity of poverty. To enhance the traditional measurement based on fixed thresholds, a methodological extension is proposed that incorporates intensity (number of deprivations) and severity (gradients within each deprivation), allowing for the differentiation of qualitatively distinct situations within the universe of poor individuals while maintaining historical comparability.
Within this framework, the study empirically tests two hypotheses: (a) the existence of a positive relationship between prevalence and intensity/severity, and (b) the presence of territorial convergence processes, both sigma (reduction of inter-departmental inequalities) and beta (greater progress in the most disadvantaged departments). Among the main findings are a general decline in the prevalence, intensity, and severity of structural poverty, accompanied by a robust relationship between prevalence and intensity, and evidence of both beta and sigma convergence, the latter occurring only in the final segment of the period: 2010–2022.
Este artigo analisa a pobreza estrutural na Argentina nos últimos quarenta anos, entendida como a persistência de privações não monetárias nas condições materiais de vida. Aplicando o enfoque de Necessidades Básicas Não Satisfeitas (NBI) aos dados dos censos nacionais de população de 1980, 1991, 2001, 2010 e 2022, constroem-se indicadores de prevalência, intensidade e severidade da pobreza. Com o objetivo de enriquecer a medição tradicional baseada em limiares fixos, propõe-se uma extensão metodológica que incorpora a intensidade (quantidade de privações) e a severidade (gradientes dentro de cada privação), permitindo distinguir situações qualitativamente diferentes no universo das pessoas pobres sem perder a comparabilidade histórica.
Nesse marco, o estudo contrasta empiricamente duas hipóteses: a) a existência de uma relação positiva entre prevalência e intensidade/severidade; e b) a presença de processos de convergência territorial, tanto sigma (redução das desigualdades interdepartamentais) como beta (maiores avanços nos departamentos mais atrasados). Entre os principais achados, destaca-se uma diminuição geral na prevalência, na intensidade e na severidade da pobreza estrutural, acompanhada de uma relação robusta entre prevalência e intensidade, além de evidências de convergência tanto beta quanto sigma. Esta última se verificou apenas no último trecho do período: 2010-2022.