Brasil
Este artigo apresenta a leitura documentária do discurso literário e filosófico sobre a violência de gênero, com base nas ideias de Judith Butler e nos contos de "Olhos D'água" de Conceição Evaristo.A pesquisa, de natureza bibliográfica e documental, adota uma abordagem qualitativa e aplica a técnica de análise crítica do discurso para contextualizar e interpretar os contos selecionados. Um conjunto de categorias conceituais, extraído de obras de Butler, foi utilizado para analisar as representaçõesde violência de gênero e raça nas narrativas. Os resultados revelam o impacto social e cultural das múltiplas formas de violência e a importância de enfrentá-las, especialmente na representação documental de textos literários e filosóficos que dão voz a grupos marginalizados. A interseção entre filosofia e literatura enriquece as narrativas sobre fenômenos sociais, promovendo uma compreensão mais crítica e interseccional das violências de gênero e raça na sociedade.Conclui-se que a articulação entre discursos filosóficos e literários fortalece os processos de representação do conhecimento, contribuindo para práticas documentárias sensíveis às perspectivas feministas e interseccionais
This article presents a documentary reading of the literary and philosophical discourse on gender violence, based on the ideas of Judith Butler and the short stories in Conceição Evaristo's "Olhos D'água". The research, bibliographical and documentary in nature, adopts a qualitative approach and applies the technique of critical discourse analysis to contextualize and interpret the selectedshort stories. A set of conceptual categories, drawn from Butler's works, was used to analyze the representations of gender and racial violence in the narratives. The results reveal the social and cultural impact of multiple forms of violence and the importance of tackling them, especially in the documentary representation of literary and philosophical texts that give voice to marginalized groups. The intersection between philosophy and literature enriches narratives about social phenomena, promoting a more critical and intersectional understanding of gender and racial violence in society.It can be concluded that the articulation between philosophical and literary discourses strengthens the processes of knowledge representation, contributing to documentary practices that are sensitive to feminist and intersectional perspectives.