La responsabilidad de proteger cumple veinte años de vigencia. Desde que los Estados nacionales y la Comunidad internacional declarasen en el documento final de la cumbre mundial de 2005 su compromiso firme de proteger a las poblaciones del genocidio, los crímenes de guerra, los crímenes de lesa humanidad y la limpieza étnica se han hecho avances considerables, al menos en lo que concierne al desarrollo del contenido, la forma y el modo de cumplir su voluntad. El secretario general de las Naciones Unidas ha publicado desde el 2009 una serie de informes anuales sobre cuestiones relativas a la responsabilidad de proteger, de cuyo contenido se puede extraer el concepto, las raíces históricas, los principios, los pilares y los actores de esta garantía de no repetición de las atrocidades. En este trabajo se analizan los informes del secretario general que se han publicado en estos veinte años de vigencia y se expone de forma ordenada y sistemática lo que allí se expone.
A responsabilidade de proteger completa vinte anos de vigência. Desde que os Estados nacionais e a comunidade internacional declararam, no documento final da cimeira mundial de 2005, o seu firme compromisso de proteger as populações do genocídio, dos crimes de guerra, dos crimes contra a humanidade e da limpeza étnica, foram alcançados avanços consideráveis, pelo menos no que diz respeito ao desenvolvimento do conteúdo, da forma e do modo de cumprir a sua vontade. Desde 2009, o secretário-geral das Nações Unidas publicou uma série de relatórios anuais sobre questões relacionadas com a responsabilidade de proteger, dos quais se podem extrair o conceito, as raízes históricas, os princípios, os pilares e os atores desta garantia de não repetição das atrocidades. Este trabalho analisa os relatórios do secretário-geral publicados nestes vinte anos de vigência e expõe de forma ordenada e sistemática o que neles é exposto.
The Responsibility to Protect (R2P) marks its twentieth anniversary. Enshrined in the 2005 World Summit Outcome Document, this commitment obliges States and the International Community to protect populations from genocide, war crimes, ethnic cleansing, and crimes against humanity. In the years since, significant strides have been made, particularly in articulating the normative content, institutional architecture, and operational modalities of R2P. Beginning in 2009, the United Nations Secretary-General has issued a series of annual reports that collectively trace the evolution of R2P in terms of its conceptual foundations, normative principles, structural pillars, and the roles of key actors. These reports offer not only a systematic elaboration of the doctrine but also a lens through which to assess its development as a global norm aimed at the prevention and non-recurrence of mass atrocities. This paper undertakes a comprehensive analysis of the reports published by the Secretary-General over the past twenty years, presenting their content in a coherent and analytically rigorous manner, with the aim of clarifying the normative trajectory and institutional consolidation of R2P within the international legal and political order.