Recientemente se dio a conocer la participación de exmilitares colombianos en el conflicto armado no internacional que se desarrolla en Sudán, como resultado de engaños en su reclutamiento. Esta modalidad, que se aparta del mercenarismo tradicional, desplaza el foco de análisis hacia el reclutador, un aspecto que ha recibido menor atención hasta ahora. El objetivo central de este artículo es evaluar en qué medida el Derecho Internacional Penal (DIP), a través del análisis del crimen de lesa humanidad de esclavitud, puede constituir un instrumento eficaz para perseguir penalmente a quienes emplean estos métodos de reclutamiento engañoso. Para ello, se realiza un análisis normativo escalonado que contrasta las respuestas que pueden ofrecer a este fenómeno el Derecho Internacional Humanitario, el régimen de la trata de personas en el Derecho Internacional de los Derechos Humanos y, finalmente, el DIP, aplicándolos al caso concreto seleccionado. Este artículo invita a repensar la figura del “mercenario” en tanto víctima y a revisar los marcos normativos existentes para garantizar una respuesta eficaz a los contextos de criminalidad trasnacional asociada al mercenarismo.
Recent reports have revealed the involvement of former Colombian soldiers in the non-international armed conflict unfolding in Sudan, following deceptive recruitment practices. This modality, which differs from classical mercenary practices, shifts analytical attention toward the recruiter—an aspect hitherto understudied. The fundamental aim of this article is to evaluate the extent to which International Criminal Law (ICL), through the crime against humanity of enslavement, can serve as an effective tool for prosecuting those who employ such deceptive methods of enlistment. To that end, the study undertakes a tiered normative analysis that contrasts the responses available under International Humanitarian Law, the anti-trafficking regime within International Human Rights Law, and finally ICL itself, applying each framework to the selected case study. This article ultimately invites a reconsideration of the “mercenary” as a potential victim and calls for a re-examination of existing legal frameworks to ensure an effective response to the transnational criminality associated with mercenary practices.
Recentemente veio a público a participação de ex-militares colombianos no conflito armado não internacional em curso no Sudão, resultante de enganos em seu recrutamento. Essa modalidade, que se afasta do mercenarismo clássico, desloca o foco de análise para o recrutador — aspecto que, até agora, recebeu menor atenção. O objetivo central deste artigo é avaliar em que medida o Direito Penal Internacional (DPI), por meio do crime contra a humanidade de escravidão, pode constituir um instrumento eficaz para processar penalmente aqueles que empregam tais métodos enganosos de recrutamento. Para tanto, realiza-se uma análise normativa escalonada que contrasta as respostas oferecidas pelo Direito Internacional Humanitário, pelo regime de combate ao tráfico de pessoas no Direito Internacional dos Direitos Humanos e, por fim, pelo próprio DPI, aplicando cada arcabouço ao estudo de caso selecionado. Este artigo convida a repensar a figura do “mercenário” enquanto possível vítima e a revisar os marcos normativos existentes, a fim de assegurar uma resposta eficaz à criminalidade transnacional associada ao mercenarismo.