Perú
Este artículo aborda las profundas fallas del sistema educativo en el Perú, a partir de la historia de Roldán Tumi Dësi, un joven indígena que, a pesar de haber completado su educación escolar en castellano, llegó a la universidad con un conocimiento muy limitado de este idioma. Se exploran las barreras lingüísticas que enfrentan los estudiantes indígenas y se critica la falta de un enfoque educativo que integre la cultura y la lengua indígena y la enseñanza de castellano como segunda lengua, lo que perpetúa la desigualdad y la marginalización. Desde esta problemática, el artículo introduce el concepto de justicia lingüística restaurativa como una categoría orientada a reconocer y reparar los daños históricos causados por la asimilación forzada, en la que se integran las dimensiones simbólicas, afectivas y epistémicas de la reparación. Se proponen dos medidas centrales: la creación de una Comisión para la Reparación de los Derechos Lingüísticos, así como el rol clave de las universidades en la recuperación de la memoria lingüística histórica, la promoción activa de las lenguas indígenas y la construcción de una educación más inclusiva, equitativa y descolonizadora. Estas propuestas buscan sentar las bases para una educación más inclusiva, intercultural y equitativa, como vía hacia la justicia lingüística y social.
Este artigo discute as profundas falhas do sistema educacional no Peru, a partir da história de Roldán Tumi Dësi, um jovem indígena que, apesar de ter concluído sua escolarização em espanhol, chegou à universidade com um conhecimento muito limitado desse idioma. São exploradas as barreiras linguísticas enfrentadas pelos estudantes indígenas e criticada a ausência de uma abordagem educacional que integre a cultura e a língua indígena juntamente com o ensino do espanhol como segunda língua, perpetuando a desigualdade e a marginalização. Diante dessa problemática, o artigo introduz o conceito de justiça linguística restaurativa como uma categoria voltada para reconhecer e reparar os danos históricos causados pela assimilação forçada, integrando dimensões simbólicas, afetivas e epistêmicas da reparação. Propõem-se duas medidas centrais: a criação de uma Comissão para a Reparação dos Direitos Linguísticos e o papel fundamental das universidades na recuperação da memória linguística histórica, na promoção ativa das línguas indígenas e na construção de uma educação mais inclusiva, equitativa e descolonizadora. Essas propostas buscam estabelecer as bases para uma educação mais inclusiva, intercultural e justa, como caminho para a justiça linguística e social.
This article addresses the profound shortcomings of the Peruvian education system through the story of Roldán Tumi Dësi, an Indigenous youth who, despite completing his schooling in Spanish, entered university with very limited proficiency in the language. It explores the linguistic barriers faced by Indigenous students and critiques the lack of an educational approach that integrates Indigenous culture and language alongside Spanish as a second language, a situation that perpetuates inequality and marginalisation. Against this backdrop, the article introduces the concept of restorative linguistic justice as a category aimed at recognising and repairing the historical harms caused by forced assimilation, integrating symbolic, affective, and epistemic dimensions of reparation. Two central measures are proposed: the creation of a Commission for the Reparation of Linguistic Rights, and the key role of universities in recovering historical linguistic memory, actively promoting Indigenous languages, and building a more inclusive, equitable, and decolonising education. These proposals aim to lay the foundations for an education system that is more inclusive, intercultural, and equitable, advancing linguistic and social justice.