México
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En este artículo se exponen los resultados de una investigación cuyo objetivo fue analizar la opinión del estudiantado y profesorado de dos instituciones de Educación Superior en Chiapas sobre la inclusión de conocimientos comunitarios en su formación profesional. Bajo un paradigma cuantitativo de tipo exploratorio, se encuestaron 349 estudiantes y 29 docentes, pertenecientes a dos universidades públicas en Chiapas, México. La muestra de tipo convencional tuvo como criterio que el estudiantado hubiera tenido una experiencia formativa o vinculatoria respecto a la interculturalidad. Así mismo, se analizaron documentos institucionales, a fin de que tuvieran un enfoque de interculturalidad y los procesos a desarrollar desde el discurso académico. En los resultados se encontró que en mayor proporción el estudiantado acepta el reconocimiento de la diversidad cultural, pero no existen acciones concretas que evidencien su desenlace en las prácticas específicas áulicas, debido a la escasa formación intercultural en los docentes, con ausencia de la interculturalidad como eje transversal en los planes de estudio. El profesorado está de acuerdo en la inclusión de conocimientos comunitarios, aunque continúan priorizando los conocimientos científicos occidentalizados, y en ambos participantes no se define claramente el proceso de inclusión en las dos universidades. En la revisión de los documentos normativos, se encontró que existen diferencias significativas entre las dos universidades que forman parte de esta investigación con respecto a la vinculación de la interculturalidad en sus planes de estudio, así como la internacionalización, por lo que es necesario descolonizar el ejercicio de poder que atraviesa el sistema de gobierno en ambas instituciones de educación superior.
Esta pesquisa apresenta os resultados de um estudo cujo objetivo foi analisar a opinião de estudantes e professores de duas instituições de ensino superior em Chiapas sobre a inclusão de saberes comunitários em sua formação profissional. Sob um paradigma quantitativo de caráter exploratório, foram aplicados questionários a 349 estudantes e 29 docentes de duas universidades públicas em Chiapas, México. A amostragem convencional considerou como critério que os estudantes tivessem experiências formativas ou de vínculo relacionadas à interculturalidade. Também foi realizada uma análise de documentos institucionais, revisando a presença do enfoque da interculturalidade e os processos a serem desenvolvidos a partir do discurso acadêmico. Os resultados mostram que, embora a maioria dos estudantes aceite o reconhecimento da diversidade cultural, não existem ações concretas que evidenciem sua aplicação em práticas específicas de sala de aula. Isso se deve, em grande parte, à escassa formação docente em interculturalidade e à ausência desta como eixo transversal nos planos de estudo. Os professores também concordam com a inclusão de saberes comunitários, mas continuam priorizando os conhecimentos científicos ocidentalizados, e em ambos os grupos não há uma definição clara do processo de inclusão nas duas universidades. A revisão dos documentos normativos revelou diferenças significativas entre as duas universidades no que diz respeito à integração da interculturalidade em seus currículos, bem como aos processos de internacionalização. Isso evidencia a necessidade de descolonizar o exercício de poder que atravessa o sistema de governo em ambas as instituições de ensino superior.
This research presents findings from a study that aimed to analyse the opinions of students and teachers from two higher education institutions in Chiapas on the inclusion of community knowledge in their professional training. Using an exploratory quantitative paradigm, surveys were administered to 349 students and 29 lecturers from two public universities in Chiapas, Mexico. The conventional sampling considered as a criterion that students had prior formative or community-linked experiences related to interculturality. Institutional documents were also analysed to review the presence of the interculturality approach and the processes to be developed from academic discourse. The results show that, while most students support the recognition of cultural diversity, there are no concrete actions evidencing its application in classroom practices. This is largely due to limited intercultural teacher training and the absence of interculturality as a transversal axis in curricula. Teachers also agree on the inclusion of community knowledge, yet they continue to prioritise Westernised scientific knowledge, and both groups lack a clear definition of how inclusion should be implemented across the two universities. The review of normative documents revealed significant differences between the two universities with respect to the integration of interculturality in their curricula, as well as internationalisation processes. This highlights the need to decolonise the exercise of power embedded in the governance systems of both higher education institutions.