Marta Infante
, Martín Navarro Ibañez
La formación docente para la educación inclusiva ha sido un foco central en las políticas públicas educativas, con el propósito de fortalecer la inclusión de estudiantes con discapacidad en el sistema educativo. Esto se ha traducido en que los programas de formación inicial docente (FID) a nivel global han incorporado estrategias para preparar profesores capaces de crear entornos de aprendizaje inclusivos. Sin embargo, esta formación presenta tensiones cuando es transitada por estudiantes de pedagogía con discapacidad quienes, mientras aprenden sobre inclusión, transitan por un contexto universitario que reproduce lógicas capacitistas y nociones normativas de ser docente. Este artículo explora estas contradicciones examinando las trayectorias universitarias de dos estudiantes con discapacidad en programas de pedagogía en universidades chilenas. Desde los estudios críticos de discapacidad, analizamos el “evento” de devenir profesora discapacitada en la FID, mediante estudios de caso que utilizan entrevistas en profundidad, materialidades producidas en un taller participativo y el análisis de políticas públicas relativas a la FID. Esta aproximación permite develar cómo la FID afecta la producción de subjetividades docentes, reproduce capacitismo y tensiona los futuros normativos, en contextos educativos que, aunque buscan ser inclusivos, siguen manifestando contradicciones estructurales.
Teacher training for inclusive education has been a central focus in public education policies to strengthen the inclusion of students with disabilities in the educational system. This aim has resulted in initial teacher training (ITT) programs that incorporate strategies to prepare able teachers for creating inclusive learning environments. However, this training presents tensions when it is experienced by students with disabilities who, while learning about inclusion, have a university context that reproduces ableist rational and normative notions of being a teacher. This article explores these contradictions by examining the university trajectories of two students with disabilities in pedagogy programs at Chilean universities. From critical disability studies, we analyze the “event” of becoming a disabled teacher in the ITT, through case studies that use in-depth interviews, materialities produced in a participatory workshop, and the analysis of public policies related to the ITT. This approach allows us to reveal how ITT affects the production of subjectivities, reproduces ableism, and stresses normative futures in educational contexts that, while searching for inclusion, continue to express structural contradictions.
A formação docente para a educação inclusiva tem sido um foco central das políticas públicas educacionais, com o objetivo de fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência no sistema educacional. Isso se traduziu no fato de que os programas de formação inicial de professores (FIP) em nível global incorporaram estratégias para preparar docentes capazes de criar ambientes de aprendizagem inclusivos. No entanto, essa formação apresenta tensões quando é vivenciada por estudantes de pedagogia com deficiência que, ao mesmo tempo em que aprendem sobre inclusão, transitam por um contexto universitário que reproduz lógicas capacitistas e noções normativas do ser docente. Este artigo explora essas contradições examinando as trajetórias universitárias de duas estudantes com deficiência em programas de pedagogia em universidades chilenas. A partir dos estudos críticos da deficiência, analisamos o “evento” do devir professora com deficiência na FIP, por meio de estudos de caso que utilizam entrevistas em profundidade, materialidades produzidas em um ateliê participativo e a análise de políticas públicas relativas à FIP. Essa abordagem permite revelar como a FIP afeta a produção de subjetividades docentes, reproduz o capacitismo e tensiona futuros normativos em contextos educacionais que, embora busquem ser inclusivos, continuam manifestando contradições estruturais.