Santiago, Chile
A nivel global, la transversalización de género y la inclusión de personas LGBTIQ+ siguen siendo preocupaciones marginales en la formación docente. Este estudio investiga cómo estas problemáticas se construyen discursivamente e implementan en los programas de formación docente de educación básica de dos universidades chilenas —una pública y una privada— a la luz del movimiento feminista de 2018 y de los recientes debates constitucionales. A través de un análisis documental, grupos focales con docentes en formación y entrevistas con foto-elicitación a académicos y directoras de las oficinas de género, los estudios de caso examinan discursos institucionales, curriculares y pedagógicos. El análisis temático reflexivo, informado por teorías feministas postestructuralistas y queer, revela dos enfoques institucionales diferentes: la universidad pública adopta un “modelo de diagnóstico-solución”, enmarcando el género y la diversidad sexo-genérica como variables socioeducativas que afectan el aprendizaje; mientras que la universidad privada emplea un “enfoque basado en derechos humanos” fundamentado en la defensa de la justicia social. A pesar de las restricciones curriculares y de las presiones neoliberales, las docentes formadoras en ambos contextos demuestran un compromiso con una educación no sexista y anti-homofóbica/transfóbica, utilizando pedagogías de aprendizaje encarnado, enseñanza basada en evidencias y defensa de los derechos humanos para promover transformaciones personales en futuros docentes. Los hallazgos subrayan el papel crucial, aunque precario, del profesorado feminista y queer en impulsar la inclusión, y destacan la necesidad de superar enfoques tokenistas o despolitizados para desafiar los relatos dominantes sobre género y sexualidad en la formación docente.
Globally, gender mainstreaming and LGBTIQ+ inclusion remain marginal concerns in teacher education. This study investigates how these issues are discursively constructed and implemented within the elementary teacher education programs of two Chilean universities—one public and one private—in the wake of the 2018 feminist movement and recent constitutional debates. Through documentary analysis, focus groups with preservice teachers, and photo-elicitation interviews with faculty and gender office directors, the case studies examine institutional, curricular, and pedagogical discourses. A reflexive thematic analysis, informed by post-structural feminist and queer theories, reveals two distinct institutional approaches: the public university adopts a “diagnosis-solution model,” framing gender and sexuality diversity as socio-educational variables affecting learning. In contrast, the private university employs a “human rights-based approach” grounded in social justice advocacy. Despite curricular constraints and neoliberal pressures, teacher educators in both contexts demonstrated a commitment to non-sexist and anti-homophobic/transphobic education, employing pedagogies of embodied learning, evidence-based teaching, and human rights advocacy to foster personal transformation among future educators. The findings underscore the pivotal yet precarious role of feminist and queer faculty in driving inclusion and highlight the need to move beyond tokenistic or depoliticized approaches to challenge dominant narratives of gender and sexuality in teacher education.
Em nível global, a transversalização de gênero e a inclusão de pessoas LGBTIQ+ continuam sendo preocupações marginais na formação docente. Este estudo investiga como essas problemáticas são discursivamente construídas e implementadas nos programas de formação de professores de educação básica de duas universidades chilenas — uma pública e uma privada — à luz do movimento feminista de 2018 e dos recentes debates constitucionais. Por meio de análise documental, grupos focais com professores em formação e entrevistas com foto-eliciação com docentes e diretoras de escritórios de gênero, os estudos de caso examinam discursos institucionais, curriculares e pedagógicos. A análise temática reflexiva, informada por teorias feministas pós-estruturalistas e queer, revela duas abordagens institucionais distintas: a universidade pública adota um “modelo diagnóstico-solução”, enquadrando o gênero e a diversidade sexo-genérica como variáveis socioeducativas que afetam a aprendizagem; enquanto a universidade privada emprega uma “abordagem baseada em direitos humanos”, fundamentada na defesa da justiça social. Apesar das restrições curriculares e das pressões neoliberais, as formadoras de professores em ambos os contextos demonstram um compromisso com uma educação não sexista e anti-homofóbica/transfóbica, utilizando pedagogias de aprendizagem incorporada, ensino baseado em evidências e defesa dos direitos humanos para promover transformações pessoais nos futuros docentes. Os achados ressaltam o papel crucial, ainda que precário, do professorado feminista e queer na promoção da inclusão, e destacam a necessidade de superar abordagens tokenistas ou despolitizadas para desafiar os relatos dominantes sobre gênero e sexualidade na formação docente.