Este artículo analiza el papel estratégico de la Unión Africana (UA) frente a los distintos enfoques de Estados Unidos y China hacia África en el siglo XXI. El continente africano es cada vez más central en las disputas geopolíticas globales: Estados Unidos tiene una agenda securitaria, especialmente durante el primer gobierno de Trump; mientras que China se presenta como una alternativa a las potencias occidentales, ampliando su presencia mediante inversiones y la Iniciativa de la Franja y la Ruta (BRI). África busca afirmarse como protagonista, alineándose con la Agenda 2063 y evitando ser escenario de intereses externos. Se cuestiona el papel de la UA en estas relaciones, partiendo de la hipótesis de que actúa como articuladora estratégica, mediando intereses globales en función de las prioridades africanas. Metodológicamente, la investigación se basa en una revisión bibliográfica, análisis documental y en la interpretación de datos, para examinar cómo la UA maneja estas dinámicas y fortalece los objetivos del continente.
This article analyzes the strategic role of the African Union (AU) in light of the differing approaches of the United States and China toward Africa in the 21st century. The continent has become central to global geopolitical disputes, with the U.S. promoting a security-oriented agenda—especially during the first Trump administration—and China expanding its presence through investments and the Belt and Road Initiative (BRI), presenting itself as an alternative to Western powers. In this context, Africa seeks to assert its agency, aligning with Agenda 2063 and avoiding being reduced to a stage for external interests. The article questions the AU’s role in these dynamics, based on the hypothesis that it acts as a strategic coordinator, mediating global interests in favor of African priorities. Methodologically, the research draws on a literature review, document analysis, and interpretative data to examine how the AU navigates external pressures while advancing the continent’s long-term strategic objectives.
Este artigo analisa o papel estratégico da União Africana (UA) diante das distintas abordagens dos Estados Unidos e da China em relação à África no século XXI. O continente africano tem ocupado uma posição central nas disputas geopolíticas globais, refletindo dois caminhos distintos: os EUA, com uma agenda securitária e foco na contenção de influências, especialmente sob o primeiro governo Trump; e a China, que se consolidou como alternativa às potências ocidentais, ampliando sua atuação por meio de investimentos e da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI). Nesse contexto, a África busca se posicionar como protagonista, alinhando-se à Agenda 2063 e evitando ser reduzida a palco de interesses externos. Questiona-se, assim, qual é o papel da UA nessas relações, partindo-se da hipótese de que a organização atua como articuladora estratégica, mediando interesses globais em favor das prioridades africanas. Em termos metodológicos, a pesquisa baseia-se em revisão bibliográfica, análise documental e interpretação de dados.