Township of Bloomington, Estados Unidos
Este articulo examina las fantasías y desventuras que dan forma a las experiencias de los ciudadanos mexicanos que cruzan la frontera de forma autorizada entre Mexicali, Baja California, y Calexico, California. Basado en una investigación de campo etnográfica (2017–21) realizada en cuatro garitas, este trabajo emplea una crítica žižekiana de la fantasía ideológica para revelar cómo opera el poder de la frontera más allá de la fuerza militar y las barreras físicas. La autora sostiene que las comunidades fronterizas deben reconocer, interiorizar y negociar el poder de la frontera antes de vivirla como deseable (fantasías) o amenazante (desventuras). Estas fantasías – que van desde escapar de la vida cotidiana en México hasta alcanzar un estatus social más alto a través del consumo estadounidense – demuestran cómo la ideología se materializa a través de las formas en que quienes cruzan la frontera encuentran sentido a sus viajes. A través de vínculos afectivos mediante excursiones al otro lado, cambios de comportamiento entre los dos países y jerarquías sociales ligadas al acceso legal a Estados Unidos, los ciudadanos mexicanos cuestionan y, en última instancia, reproducen el poder social y burocrático de la frontera entre ambos países.
This article examines the fantasies and fuckeries that shape Mexican nationals’ sanctioned border-crossing experiences between Mexicali, Baja California, and Calexico, California. Drawing on ethnographic research (2017–21) at four ports of entry, I employ a Žižekian critique of ideological fantasy to reveal how the border’s power operates beyond military force and physical barriers. I argue that border communities must recognise, internalise and negotiate the border’s power before experiencing it as either threatening (fuckeries) or desirable (fantasies). These fantasies – from escaping everyday Mexican life to achieving higher social status through US consumption – demonstrate how ideology materialises through the ways border-crossers find meaning in their journeys. Through intimate attachments to ‘tours’ of the other side, changing behaviours between countries, and social hierarchies tied to border access, Mexican nationals both question and ultimately reproduce the border’s power, offering insight into how geopolitical boundaries become internalised as lived experience.
Este artigo analisa as fantasias e fodas que animam as experiências de travessias de fronteira sancionadas dos cidadãos mexicanos entre Mexicali, Baja California, e Calexico, Califórnia. Com base em uma pesquisa de campo etnográfica (2017–21) em quatro portos de entrada emprego uma crítica Žižekiana da fantasia ideológica para revelar como o poder da fronteira opera para além da força militar e das barreiras físicas. Argumento que as comunidades fronteiriças devem reconhecer, internalizar e negociar o poder da fronteira antes de a experimentarem como ameaçadora (fantasias de terror) ou desejável (fantasias de esperança). Estas fantasias – desde escapar da vida cotidiana mexicana até alcançar um status social mais elevado através do consumo de produtos dos EUA – demonstram como a ideologia se materializa através das formas pelas quais os que cruzam a fronteira encontram significado nas suas jornadas. Através de ligações íntimas a ‘visitas’ ao outro lado, mudanças de comportamento entre os países, e hierarquias sociais ligadas ao acesso à fronteira, os cidadãos mexicanos questionam e, em última análise, reproduzem o poder da fronteira, oferecendo uma visão sobre como as fronteiras geopolíticas são internalizadas como experiência vivida.