Estados Unidos
Brasil
Este artículo explora la intersección entre las geografías carcelarias y la (in)justicia climática en Brasil, país con una de las mayores poblaciones carcelarias del mundo. A partir de trabajo de campo etnográfico, entrevistas y un análisis de informes de organizaciones de monitoreo que examinan centros penitenciarios en todo el país, preguntamos cómo las condiciones climáticas forman parte de un proyecto nacional de infligir sufrimiento dentro del sistema penitenciario. Los materiales de construcción no aislantes, la falta y el exceso de agua y ventilación, así como el hacinamiento, exacerban la exposición al calor abrasador o al frío gélido, sometiendo los cuerpos de los presos a temperaturas extremas. Argumentamos que esto constituye una forma de violencia térmica, en la que el calor y el frío se utilizan como armas para dañar y castigar.
Este artigo explora a interseção das geografias carcerárias e da (in)justiça climática no Brasil, onde se encontra uma das maiores populações carcerárias do mundo. Com base em trabalho de campo etnográfico, entrevistas e uma análise de relatórios de organizações de monitoramento que examinam instalações em todo o país, perguntamos como as condições térmicas fazem parte de um projeto nacional de infligir sofrimento dentro do sistema prisional. Os materiais de construção condutivos, a falta e o excesso de água e ventilação, bem como a superlotação, exacerbam a exposição ao calor escaldante ou ao frio de gelar os ossos, submetendo os corpos dos prisioneiros a temperaturas extremas. Argumentamos que isso constitui uma forma de violência térmica, na qual o calor e o frio são usados como armas para prejudicar e punir.
This article explores the intersection of carceral geographies and climate (in)justice in Brazil, home to one of the world’s largest incarcerated populations. Drawing on ethnographic fieldwork, interviews and an analysis of reports from monitoring organisations examining facilities across the country, we ask how thermal conditions are part of a national project of inflicting suffering within the prison system. Conductive building materials, a lack or excess of water and ventilation, as well as overcrowding, exacerbate exposure to scorching heat or bone-chilling cold, subjecting prisoners’ bodies to extreme temperatures. We argue that this constitutes a form of thermal violence, in which heat and cold are weaponised to harm and punish.