Brasil
Este artículo investiga la inestabilidad ministerial dentro de los regímenes autocráticos, centrándose en el caso particular de Argentina. Utilizando un conjunto de datos original sobre la duración del mandato ministerial en cuatro carteras clave – Economía, Educación, Asuntos Exteriores y Salud – en siete países latinoamericanos entre 1945 y 2020, demostramos que, en contraste con patrones regionales más amplios, los gobiernos militares de Argentina mostraron una rotación ministerial notablemente alta. Aplicando el análisis de supervivencia de Kaplan–Meier y métodos de rastreo de procesos, examinamos dos principales regímenes militares de Argentina: la Revolución Argentina (1966–73) y el Proceso de Reorganización Nacional (1976–83). Nuestros hallazgos revelan que la fragmentación política, intensificada por la incorporación de actores civiles en competencia y acuerdos institucionales complejos, socavó la estabilidad ministerial. Mediante el análisis de procesos de eventos cruciales, como El Cordobazo y la Ley No. 21.431, demostramos que un sistema de gobierno fragmentado, más que rivalidades militares entre ramas o diseños institucionales formales, explica la inestabilidad observada. Este estudio desafía las suposiciones predominantes de que las autocracias promueven la continuidad burocrática y contribuye a una comprensión más amplia de la competencia entre las élites y la dinámica interna dentro de los regímenes autoritarios.
This article investigates ministerial instability within autocratic regimes, with a particular focus on the case of Argentina. Using an original dataset on ministerial tenures in four key portfolios – Economy, Education, Foreign Affairs and Health – across seven Latin American countries between 1945 and 2020, we show that, in contrast to broader regional patterns, Argentina’s military governments experienced exceptionally high levels of cabinet turnover. Applying Kaplan–Meier survival analysis and process-tracing methods, we examine two critical autocratic periods: the Argentine Revolution (1966–73) and the National Reorganisation Process (1976–83). Our findings reveal that political fragmentation, intensified by the incorporation of competing civilian actors and complex institutional arrangements, undermined ministerial stability. Through detailed case studies of El Cordobazo and Law No. 21.431, we demonstrate that a fragmented system of rule, rather than inter-branch military rivalries or formal institutional designs, accounts for the instability observed. This study challenges prevailing assumptions that autocracies are more likely to maintain bureaucratic continuity and contributes to a broader understanding of elite competition and internal dynamics within authoritarian regimes.
Este artigo investiga a instabilidade ministerial dentro de regimes autocráticos, com foco particular no caso da Argentina. Usando um conjunto de dados original sobre mandatos ministeriais em quatro pastas principais – Economia, Educação, Relações Exteriores e Saúde – em sete países latino–americanos entre 1945 e 2020, mostramos que, em contraste com padrões regionais mais amplos, os governos militares da Argentina demonstram uma rotatividade ministerial notavelmente alta. Aplicando a análise de sobrevivência de Kaplan–Meier e os métodos de rastreamento de processos, examinamos dois períodos autocráticos críticos: a Revolução Argentina (1966–73) e o Processo de Reorganização Nacional (1976–83). Nossas descobertas revelam que a fragmentação política, intensificada pela incorporação de atores civis concorrentes e arranjos institucionais complexos, prejudicou a estabilidade ministerial. Através de estudos de caso detalhados de El Cordobazo e da Lei No. 21.431, demonstramos que um sistema fragmentado de governo, em vez de rivalidades militares entre ramos ou projetos institucionais formais, é responsável pela instabilidade observada. Este estudo desafia as suposições predominantes de que as autocracias têm maior probabilidade de manter a continuidade burocrática e contribui para uma compreensão mais ampla da competição de elite e da dinâmica interna dentro de regimes autoritários.