Oxford District, Reino Unido
El voto obligatorio ha sido común en América Latina. Si bien la investigación sobre sus efectos es creciente, se sabe poco sobre sus orígenes. Este artículo busca comenzar a llenar el vacío centrándose en la adopción del voto obligatorio en estados en proceso de democratización. Propone una explicación basada en dos implicaciones de lo que se puede razonablemente esperar que esta institución logre, es decir, aumentar la participación electoral. La primera lógica sugiere que el voto obligatorio se estableció para frenar la corrupción electoral. La segunda, a su vez, postula que fue introducido para limitación de daños a quienes detentaban el poder. Estas hipótesis se ponen a prueba frente a alternativas mediante un estudio histórico comparativo de tres países sudamericanos.
Compulsory voting (CV) has been common in Latin America. While research on its effects is burgeoning, little is known about its origins. This article seeks to start filling the gap by focusing on the adoption of CV in democratising polities. It proposes an explanation that rests on two implications of what this institution can reasonably be expected to do, i.e. increase turnout. The first logic suggests that CV was established to curb electoral malfeasance. The second, in turn, posits that it was introduced for damage limitation to those who held power. These hypotheses are tested against alternatives through a comparative historical study of three South American countries.
O voto obrigatório tem sido comum na América Latina. Embora as pesquisas sobre seus efeitos estejam crescendo, pouco se sabe sobre suas origens. Este artigo procura começar a preencher essa lacuna, concentrando-se na adoção do voto obrigatório em países em processo de democratização. Ele propõe uma explicação que se baseia em duas implicações do que se pode razoavelmente esperar que essa instituição faça, ou seja, aumentar o comparecimento às urnas. A primeira lógica sugere que o voto obrigatório foi criado para coibir a má conduta eleitoral. A segunda, por sua vez, postula que foi introduzido para limitação de danos aos que detinham o poder. Essas hipóteses são testadas contra alternativas por meio de um estudo histórico comparativo de três países sul-americanos.