Argentina
El presente trabajo aborda un sistema de marginación silencioso y relativamente poco cuestionado, el “edadismo” (ageism) o exclusión por edad, en los ámbitos de investigación institucionalizada. Como plantearemos, si visibilizar y cuestionar la exclusión por edad es indispensable para lograr comunidades científicas más democráticas, las conceptualizaciones, los argumentos y las medidas que se adoptan al intentar concretar esa aspiración no son indiferentes. En este sentido, argumentaremos que la crítica al edadismo debería trascender el marco conceptual de la justicia como no-discriminación, adoptar una perspectiva interseccional, e impulsar, además, una discusión profunda sobre la construcción social de los criterios de evaluación meritocráticos, nunca por completo objetivos ni neutrales. De lo contrario, todo lo que se estará promoviendo, en el mejor de los casos, será una comunidad científica más o menos abierta en términos etarios, pero persistentemente homogénea e injusta en términos de clase, raza, género, capacidades y sexualidad.
This paper addresses a silent and relatively unchallenged system of marginalization, usually referred to as “ageism” or age-discrimination, in institutional research environments. As we will argue, while making visible and challenging age-based exclusion is essential to achieving more democratic research communities, the conceptualisations, arguments and actions adopted to support this aspiration are not indifferent. On the one hand, a thorough critique of ageism should move beyond the conceptual framework of justice as non-discrimination, and advocate for a deep discussion about the social construction of meritocratic evaluation criteria, which are never entirely objective or neutral. Otherwise, at best, all that will be promoted is a scientific community that is more or less open in terms of age, but remains homogeneous and unjust in terms of class, race, gender, ability and sexuality.
O presente trabalho aborda um sistema de marginalização silencioso e relativamente pouco questionado, o “idadismo” (ageism) ou exclusão por idade, nos âmbitos da pesquisa institucionalizada. Como argumentaremos, se tornar visível e questionar a exclusão por idade é indispensável para a construção de comunidades científicas mais democráticas, as conceitualizações, os argumentos e as medidas adotadas na tentativa de concretizar essa aspiração não são indiferentes. Nesse sentido, sustentamos que a crítica ao idadismo deve ultrapassar o marco conceitual da justiça como não discriminação, adotar uma perspectiva interseccional e promover, além disso, uma discussão profunda sobre a construção social dos critérios de avaliação meritocráticos, nunca completamente objetivos nem neutros. Caso contrário, tudo o que se estará promovendo, no melhor dos cenários, será uma comunidade científica mais ou menos aberta em termos etários, porém persistentemente homogênea e injusta em termos de classe, raça, gênero, capacidades e sexualidade.