Argentina
El objetivo de este artículo es analizar las violencias que reproducen las instituciones familiares y educativas sobre las identidades LGBTQNB+ a partir de sus propias reconstrucciones biográficas. Desde un enfoque cualitativo, se realizaron 17 entrevistas biográficas en profundidad con mujeres trans*, varones trans*, travestis, personas no binarias, gays y lesbianas, de entre 25 y 54 años, de clase de servicios, intermedia y trabajadora residentes en el Área Metropolitana de Buenos Aires. En primer lugar, analizamos las violencias que viven las personas que rompen con la heterocisnorma en sus propias familias, centrándonos en las estrategias desplegadas con el objetivo de protegerse. En segundo lugar, nos focalizamos en las violencias vividas en la institución escuela buscando entender cómo son las trayectorias educativas de lxs niñxs y adolescentes que manifiestan una identidad de género distinta a la asignada al momento del nacimiento. Por último, reconstruimos cómo las violencias experimentadas en base al género en las instituciones educativas de nivel superior son vivenciadas por las personas que las sufren, cómo se materializan en el cuerpo y las consecuencias psico-físicas-emocionales que produce ocultar la propia identidad.
El estudio muestra que el ocultamiento identitario es un mecanismo transversal a todas las clases sociales, que funciona como estrategia de supervivencia frente a las violencias reproducidas en las instituciones cisheteronormativas. Esta invisibilización forzada genera impactos profundos en la salud mental y limita el acceso a derechos básicos como la educación y el trabajo.
The aim of this article is to analyze the violence reproduced by family and educational institutions on LGBTQNB+ identities based on their own biographical reconstructions. From a qualitative approach, 17 in-depth biographical interviews were conducted with trans* women, trans* men, non-binary people, gays and lesbians, between 25 and 54 years old, of service, intermediate and working class residing in the Metropolitan Area of Buenos Aires. First, we analyze the violence experienced by people who break with the heterocisnorma in their own families, focusing on the strategies deployed in order to protect themselves. Secondly, we focus on the violence experienced in the school institution, seeking to understand the educational trajectories of children and adolescents who manifest a gender identity different from the one assigned at birth. Finally, we reconstruct how gender-based violence experienced in higher education institutions is experienced by the people who suffer it, how it materializes in the body and the psycho-physical-emotional consequences of hiding one's identity. The study shows that identity concealment is a mechanism transversal to all social classes, which functions as a survival strategy in the face of the violence reproduced in cisheteronormative institutions. This forced invisibilization generates profound impacts on mental health and limits access to basic rights such as education and work.
O objetivo deste artigo é analisar as violências reproduzidas pelas instituições familiares e educacionais sobre as identidades LGBTQNB+ a partir de suas próprias reconstruções biográficas. A partir de uma abordagem qualitativa, foram realizadas 17 entrevistas biográficas em profundidade com mulheres trans*, homens trans*, travestis, pessoas não binárias, gays e lésbicas, entre 25 e 54 anos, pertencentes às classes de serviços, média e trabalhadora, residentes na Área Metropolitana de Buenos Aires. Em primeiro lugar, analisamos as violências vividas por pessoas que rompem com a heterocisnormatividade em suas próprias famílias, concentrando-nos nas estratégias desenvolvidas com o objetivo de se proteger. Em segundo lugar, focamos nas violências vividas na instituição escolar, buscando compreender como são as trajetórias educacionais de crianças e adolescentes que manifestam uma identidade de gênero diferente daquela atribuída no momento do nascimento. Por fim, reconstruímos como as violências baseadas no gênero nas instituições educacionais de nível superior são vivenciadas pelas pessoas que as sofrem, como se materializam no corpo e as consequências psico-físico-emocionais produzidas pelo ocultamento da própria identidade. O estudo mostra que o ocultamento identitário é um mecanismo transversal a todas as classes sociais, funcionando como uma estratégia de sobrevivência diante das violências reproduzidas nas instituições cisheteronormativas. Essa invisibilização forçada gera impactos profundos na saúde mental e limita o acesso a direitos básicos, como a educação e o trabalho.