Brasil
Reino Unido
El artículo examina la relación entre la realización de los derechos económicos y sociales y la regulación de los mercados basada en el derecho de la competencia y sus funciones en la realización del derecho a la alimentación en Brasil. Considerando el papel constitutivo del derecho en la economía política y sus instituciones, examinamos cómo la defensa de la competencia cumple funciones de facilitación o restricción de las actividades económicas, a partir de investigaciones jurisprudenciales sobre la actuación de la autoridad brasileña de defensa de la competencia en el sector de alimentos. Se verifica que, en el caso brasileño, existe la necesidad de un reconocimiento más explícito de la defensa de la competencia como herramienta de regulación económica y social, así como una discusión más detallada sobre los patrones típicos de competencia en el sector de alimentos, especialmente en las cadenas globales de valor. Se argumenta que el análisis antimonopolio sea más estructural, identificando los vínculos y las relaciones económicas en la cadena de valor de los alimentos, así como su impacto en los precios y otras variables clave, además de centrarse en los mercados relevantes y las superposiciones horizontales.
O artigo examina a relação entre a efetivação de direitos econômicos e sociais e a regulação dos mercados a partir do direito da concorrência e de suas funções na efetivação do direito à alimentação no Brasil. Considerando o papel constitutivo do direito na economia política e em suas instituições, examinamos como a defesa da concorrência desempenha as funções de catalisar ou de limitar as atividades econômicas a partir de uma pesquisa de jurisprudência sobre a atuação da autoridade brasileira de defesa da concorrência no setor de alimentos. Verifica-se que há, no caso brasileiro, falta de reconhecimento mais explícito da defesa da concorrência como uma ferramentade regulação econômica e social, bem como se revela ausente uma discussão mais detida sobre os padrões de concorrência típicos do setor de alimentos, especialmente das cadeias globais de valor. Argumenta-se que a análise antitruste seja estrutural, identificando os elos e relações econômicas na cadeia de valor dos alimentos, bem como seu impacto em preços e outras variáveis-chave, para além de foco em mercados relevantes e sobreposições horizontais e verticais.