Daniel Turienzo
, Bianca Thoilliez Ruano
, Macarena Verástegui Martínez
En la actualidad, han cobrado protagonismo agentes privados no vinculados directamente con el sector educativo, distintos de los tradicionales (sindicatos, entidades religiosas, organismos supranacionales…), que están participando de una manera activa en la construcción de imaginarios sociales estandarizados sobre educación. El objetivo de este trabajo es identificar dichos agentes emergentes y analizar sus estrategias de influencia sobre el profesorado y la opinión pública. Se realizó un análisis de 22 casos de estudio con los siguientes criterios de inclusión: a) empresas radicadas en España, b) sin vínculo directo con el sector educativo ni con estrategias de marketing o venta, y c) cuyas acciones se dirigen explícitamente a la formación o a la definición del rol docente. Un primer análisis dibuja una constelación de programas en los que participan empresas pertenecientes a sectores dispares como banca, energía, seguros, comunicación, entretenimiento etc. Muchas compañías desarrollan varias iniciativas y establecen sinergias con otras entidades. Las estrategias de intervención se agruparon en siete categorías, siendo las más comunes los programas formativos para docentes y la creación de material didáctico. Se evidencia el creciente interés de las empresas en influir en la educación, redefiniendo el rol docente. Este fenómeno, enmarcado en una nueva filantropía, muestra la presencia consolidada de grandes corporaciones en el ámbito educativo.
Nowadays there are new private agents, beyond the traditional ones (trade unions, religious entities, supranational organizations, etc.), which are actively participating in the construction of standardized social imaginaries about education. The aim of this paper is to identify these emerging agents and analyse their strategies of influence on teachers and public opinion. An analysis of 22 case studies was carried out with the following inclusion criteria: a) companies based in Spain, b) without direct links to the education sector or to marketing or sales strategies, and c) with a direct impact on the teaching role. A first analysis draws a constellation of programs in which companies belonging to disparate sectors such as banking, energy, insurance, communication, entertainment, etc. participate. Many companies develop various initiatives and establish synergies with other entities. The intervention strategies were grouped into seven categories, the most common being teacher training programmes and the creation of teaching materials. The growing interest of companies in influencing education, redefining the role of teachers, is evident. This phenomenon, framed in a new philanthropy, shows the consolidated presence of large corporations in the field of education.
Atualmente, agentes privados não diretamente ligados ao setor da educação, além dos tradicionais (sindicatos, entidades religiosas, organismos supranacionais, etc.), ganharam destaque e participam ativamente da construção de imaginários sociais padronizados sobre a educação. O objetivo deste artigo é identificar esses agentes emergentes e analisar suas estratégias de influência sobre os professores e a opinião pública. Foi realizada uma análise de 22 estudos de caso com os seguintes critérios de inclusão: a) empresas sediadas em Espanha, b) sem ligações diretas ao sector da educação ou a estratégias de marketing ou vendas e c) cujas ações visem explicitamente a formação ou a definição do papel docente. Uma primeira análise desenha uma constelação de programas em que participam empresas pertencentes a setores díspares, como banca, energia, seguros, comunicação, entretenimento, etc. Muitas empresas desenvolvem várias iniciativas e estabelecem sinergias com outras entidades. As estratégias de intervenção foram agrupadas em sete categorias, sendo as mais comuns os programas de formação de professores e a criação de materiais didáticos. É evidente o crescente interesse das empresas em influenciar a educação, redefinindo o papel dos professores. Esse fenômeno, enquadrado em uma nova filantropia, mostra a presença consolidada de grandes corporações no campo da educação.