Argentina
El presente artículo analiza las estrategias de acción colectiva desarrolladas por Diversidad Valiente Santiagueña entre 2013 y 2019 para posicionar la demanda de acceso al empleo formal del colectivo travesti - trans en un contexto atravesado por desigualdades estructurales y resistencias institucionales. Se focaliza en dos ejes principales: la creación de oficinas de diversidad dentro del Estado provincial y las gestiones para facilitar la terminalidad educativa de personas travesti - trans a través del programa Hacemos Futuro, entendido como herramienta para mejorar su empleabilidad. A través de entrevistas en profundidad se reconstruye la manera en que las integrantes de la organización no solo visibilizan sus demandas, sino que elaboran dispositivos de acompañamiento y sensibilización que permiten poner en tensión las resistencias institucionales. El análisis muestra cómo DIVAS logró articular con actores estatales para disputar la implementación de políticas públicas en el territorio, generando condiciones concretas para la inclusión laboral del colectivo en la administración pública. Sin embargo, también se evidencian los límites de estas iniciativas, cuya continuidad dependió de voluntades políticas individuales y no de políticas públicas sostenidas. Estas experiencias, desarrolladas en un escenario provincial marcado por la desigualdad, permiten reflexionar sobre las formas situadas en que las organizaciones LGBTIQ+ disputan derechos y promueven alternativas de inclusión desde los márgenes del Estado. De este modo, el artículo contribuye a los debates sobre movimientos sociales, desigualdad y estrategias de resistencia en contextos de exclusión persistente.
O presente artigo analisa as estratégias de ação coletiva desenvolvidas pela Diversidad Valiente Santiagueña entre 2013 e 2019 para posicionar a demanda de acesso ao emprego formal do coletivo travesti-trans em um contexto atravessado por desigualdades estruturais e resistências institucionais. O foco recai sobre dois eixos principais: a criação de secretarias de diversidade no âmbito do Estado provincial e as articulações para facilitar a conclusão da escolaridade de pessoas travesti-trans por meio do programa Hacemos Futuro, entendido como uma ferramenta para melhorar sua empregabilidade. Por meio de entrevistas em profundidade, reconstrói-se a forma como as integrantes da organização não apenas tornam visíveis suas demandas, mas também elaboram dispositivos de acompanhamento e sensibilização que permitem tensionar as resistências institucionais. A análise mostra como a DIVAS conseguiu articular-se com atores estatais para disputar a implementação de políticas públicas no território, gerando condições concretas para a inclusão laboral do coletivo na administração pública.
Entretanto, também se evidenciam os limites dessas iniciativas, cuja continuidade dependeu de vontades políticas individuais e não de políticas públicas sustentadas. Essas experiências, desenvolvidas em um cenário provincial marcado pela desigualdade, permitem refletir sobre as formas situadas pelas quais organizações LGBTIQ+ disputam direitos e promovem alternativas de inclusão a partir das margens do Estado. Dessa forma, o artigo contribui para os debates sobre movimentos sociais, desigualdade e estratégias de resistência em contextos de exclusão persistente.
This article analyzes the collective action strategies developed by Diversidad Valiente Santiagueña between 2013 and 2019 to position the demand for access to formal employment of the travesti - trans collective in a context marked by structural inequalities and institutional resistance. It focuses on two main axes: the creation of diversity offices within the provincial state and the efforts to facilitate the educational completion of travesti - trans people through the program Hacemos Futuro, understood as a tool to improve their employability. Through indepth interviews, we reconstruct the way in which the members of the organization not only make their demands visible, but also develop support and awareness-raising mechanisms that allow them to put institutional resistance under tension. The analysis shows how DIVAS was able to articulate with state actors to dispute the implementation of public policies in the territory, generating concrete conditions for the labor inclusion of the group in the public administration. However, the limits of these initiatives, whose continuity depended on individual political will and not on sustained public policies, are also evident. These experiences, developed in a provincial scenario marked by inequality, allow us to reflect on the situated ways in which LGBTIQ+ organizations dispute rights and promote alternatives for inclusion from the margins of the State. In this way, the article contributes to the debates on social movements, inequality and resistance strategies in contexts of persistent exclusion.