Argentina
Este artículo analiza las trayectorias laborales de jóvenes transmasculinos en la ciudad de Mar del Plata, Argentina, poniendo el foco en las tensiones entre visibilidad, invisibilidad y cis-passing como estrategias de acceso y permanencia en el mercado laboral. A partir de un enfoque cualitativo basado en entrevistas semi-estructuradas, se exploran las prácticas de autocuidado desplegadas para tensionar la heterocisnormatividad que estructura el mercado laboral.
También se indagan los condicionamientos materiales y las condiciones estructurales de decibilidad que los jóvenes encuentran para comunicar su transición de género. El análisis situado de las trayectorias transmasculinas permite evidenciar cómo las desigualdades sociales y laborales se entrelazan con identidades sexo-genéricas que desbordan la matriz heterocisnormativa, lo que refuerza regímenes de exclusión, pero también habilita resistencias cotidianas y empuja los límites sobre aquello que es posible imaginar y conocer.
This article analyzes the labor trajectories of young transmasculine individuals in the city of Mar del Plata, Argentina, focusing on the tensions between visibility, invisibility, and cis-passing as strategies for accessing and remaining in the labor market. Based on a qualitative approach using semi-structured interviews, it explores the self-care practices deployed to navigate the heterocisnormativity that structures the labor market. It also examines the material constraints and the structural conditions of decibility that young people encounter when communicating their gender transition. Situated analysis of transmasculine trajectories makes it possible to show how social and labor inequalities intertwine with sex-gender identities that exceed the heterocisnormative matrix, which reinforces regimes of exclusion, but also enables everyday resistances and pushes the boundaries of what is possible to imagine and know.
Este artigo analisa as trajetórias laborais de jovens transmasculinos na cidade de Mar del Plata, Argentina, com foco nas tensões entre visibilidade, invisibilidade e cis-passing como estratégias de acesso e permanência no mercado de trabalho. A partir de uma abordagem qualitativa baseada em entrevistas semiestruturadas, exploram-se as práticas de autocuidado mobilizadas para tensionar a heterocisnormatividade que estrutura o mercado de trabalho.
Investigam-se também os condicionantes materiais e as condições estruturais de dizibilidade que os jovens encontram para comunicar sua transição de gênero. A análise situada das trajetórias transmasculinas evidencia como as desigualdades sociais e laborais se entrelaçam com identidades sexo-genéricas que extrapolam a matriz heterocisnormativa, reforçando regimes de exclusão, mas também possibilitando resistências cotidianas e ampliando os limites do que é possível imaginar e conhecer.