Santiago de Compostela, España
Valladolid, España
Madrid, España
Este artículo examina críticamente el marco de la Investigación e Innovación Responsables (RRI, por sus siglas en inglés) desde una perspectiva feminista y pluralista, señalando sus limitaciones epistémicas y proponiendo su reformulación en clave de innovación epistémicamente responsable. Se argumenta que la RRI, aunque promueve la anticipación de impactos y la participación pública, ha mantenido una concepción tecnocrática de la responsabilidad, sin revisar los supuestos epistemológicos que estructuran la innovación. Innovación responsable, sí, pero responsable con quién, para quién y bajo qué criterios. A partir de las epistemologías feministas y del enfoque del proyecto Gendered Innovations, se sostiene que integrar el análisis de género no solo mejora la equidad, sino que produce conocimientos más robustos y tecnologías más eficaces. El artículo defiende un modelo de innovación epistémicamente responsable basado en el pluralismo epistémico y la responsabilidad epistémica capaz de redistribuir la autoridad epistémica, reconocer saberes marginados e instituir marcos de responsabilidad colectiva. En lugar de limitarse a gestionar riesgos, se propone una innovación orientada a transformar las condiciones estructurales de producción del conocimiento, incorporando voces, cuerpos y valores históricamente excluidos. La RRI, así entendida, no es solo un imperativo ético, sino una estrategia epistemológica para ampliar los márgenes de lo posible en ciencia y tecnología.
This article critically examines the framework of Responsible Research and Innovation (RRI) from a feminist and pluralist perspective, highlighting its epistemic limitations and proposing its reformulation in terms of epistemically responsible innovation. It is argued that, although RRI promotes the anticipation of impacts and public participation, it has maintained a technocratic conception of responsibility without revisiting the epistemological assumptions that structure innovation. Responsible innovation, yes, but responsible with whom, for whom, and under what criteria? Drawing on feminist epistemologies and the Gendered Innovations approach, it is argued that integrating gender analysis not only improves equity but also produces more robust knowledge and more effective technologies. This article advocates for a model of epistemically responsible innovation based on epistemic pluralism and epistemic responsibility, capable of redistributing epistemic authority, recognizing marginalized knowledge, and instituting frameworks of collective responsibility. Rather than merely managing risks, it proposes innovation aimed at transforming the structural conditions of knowledge production, incorporating voices, bodies, and values historically excluded. RRI, thus understood, is not only an ethical imperative, but also an epistemological strategy for expanding the boundaries of what is possible in science and technology.
Este artigo examina críticamente o quadro da Investigação e Inovação Responsáveis (RRI, na sigla em inglês) a partir de uma perspectiva feminista e pluralista, apontando as suas limitações epistémicas e propondo a sua reformulação em termos de inovação epistemicamente responsável. Argumenta-se que a RRI, embora promova a antecipação de impactos e a participação pública, manteve uma concepção tecnocrática da responsabilidade, sem rever os pressupostos epistemológicos que estruturam a inovação. Inovação responsável, sim, mas responsável com quem, para quem e segundo que critérios? A partir das epistemologias feministas e da abordagem Gendered Innovations, sustenta-se que integrar a análise de género não só melhora a equidade, mas também produz conhecimentos mais robustos e tecnologias mais eficazes. O artigo defende um modelo de inovação epistemicamente responsável baseado no pluralismo epistémico e na responsabilidade epistémica, capaz de redistribuir a autoridade epistémica, reconhecer saberes marginalizados e instituir quadros de responsabilidade coletiva. Em vez de se limitar a gerir riscos, propõe-se uma inovação orientada para transformar as condições estruturais de produção do conhecimento, incorporando vozes, corpos e valores historicamente excluídos. A RRI assim entendida não é apenas um imperativo ético, mas uma estratégia epistemológica para ampliar os limites do possível na ciência e na tecnologia.