Verónica Millenaar
, Virginia Snodgrass Rangel
El propósito de este estudio fue investigar el papel de los entornos sociales en el desarrollo profesional de las mujeres en el ámbito de las Tecnologías de la Información y la Computación (TIC), examinando cómo dos entornos distintos—programas de desarrollo de la fuerza laboral y comunidades informales en línea—configuraron el desarrollo profesional de mujeres estudiantes de educación superior en Argentina. Nos apoyamos en los conceptos de autoeficacia y contraespacios para enmarcar el estudio. Los datos provinieron de entrevistas en profundidad realizadas a 29 mujeres que estaban cursando estudios universitarios o que ya se habían graduado. Analizamos los datos mediante un proceso de codificación iterativa, lo que permitió aplicar nuestro marco analítico. Todas las participantes habían completado programas breves de desarrollo laboral y eran miembros de comunidades informales en línea para mujeres en TIC. Encontramos que, cuando los contraespacios fomentaban una sensación de seguridad y pertenencia, posibilitaban que las mujeres asumieran riesgos y participaran en experiencias de dominio. En segundo lugar, observamos que los contraespacios ayudaron a las mujeres a construir o integrarse en una comunidad de apoyo, proporcionándoles experiencias de aprendizaje vicario y persuasión verbal. Finalmente, cuando los contraespacios ofrecían simultáneamente los tres beneficios—una comunidad de apoyo, seguridad y pertenencia, y la mitigación de estereotipos—las mujeres experimentaban activación emocional. Concluimos el manuscrito vinculando nuestros hallazgos con la literatura existente y sugiriendo orientaciones para futuras investigaciones.
The purpose of this study was to investigate the role of social environments in women's career development in Information Technology and Computing (ITC) by examining how two distinct environments—workforce development programs and informal online communities—shaped the career development of postsecondary female students in Argentina. We drew on self-efficacy and counterspaces to frame the study. Our data came from in-depth interviews with 29 women who were studying or had graduated from college. We analyzed the data using iterative coding, which enabled us to apply our framework. All had completed short workforce development programs and were members of informal, online communities for women in ITC. We found that when counterspaces fostered a sense of safety and belonging, they enabled women to take risks and engage in mastery experiences. Second, we found that the counterspaces helped the women build or join a supportive community, providing them with vicarious learning experiences and verbal persuasion. Finally, when the counterspaces provided all three benefits to women—a supportive community, safety and belonging, and the mitigation of stereotypes—the women experienced emotional arousal. We conclude the manuscript by connecting our findings to the extant literature and suggesting directions for future research.
O objetivo deste estudo foi investigar o papel dos ambientes sociais no desenvolvimento da carreira das mulheres na área de Tecnologia da Informação e Computação (TIC), examinando como dois ambientes distintos—programas de desenvolvimento da força de trabalho e comunidades informais on-line—moldaram o desenvolvimento profissional de mulheres estudantes do ensino superior na Argentina. Utilizamos os conceitos de autoeficácia e contraespaços como base teórica do estudo. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas em profundidade com 29 mulheres que estavam cursando ou já haviam concluído o ensino superior. A análise dos dados foi realizada por meio de codificação iterativa, o que possibilitou a aplicação do referencial analítico. Todas as participantes haviam concluído programas de curta duração de desenvolvimento profissional e eram integrantes de comunidades informais on-line voltadas para mulheres na área de TIC. Constatamos que, quando os contraespaços promoviam um senso de segurança e pertencimento, possibilitavam que as mulheres assumissem riscos e se engajassem em experiências de domínio. Em segundo lugar, observamos que os contraespaços auxiliaram as mulheres a construir ou integrar uma comunidade de apoio, proporcionando experiências de aprendizagem vicária e persuasão verbal. Por fim, quando os contraespaços ofereciam simultaneamente os três benefícios—uma comunidade de apoio, segurança e pertencimento, e a mitigação de estereótipos—as mulheres experimentavam ativação emocional. O manuscrito é concluído articulando os achados com a literatura existente e sugerindo direções para pesquisas futuras.