Granada, España
Las redes sociales se han convertido en plataformas idóneas para la propagación del discurso de odio. Sin embargo, también ofrecen oportunidades para la difusión de contranarrativas que buscan desafiar y contrarrestar estas expresiones de odio. Este estudio analiza las dinámicas del discurso de odio y las contranarrativas en Twitter (ahora X) tras el ataque a iglesias católicas en Algeciras, España, en 2023, perpetrado por un migrante musulmán. Utilizando un conjunto de datos de más de 350,000 tuits, se construyen y examinan redes de retuits a través de Gephi para identificar diferencias estructurales y dinámicas entre comunidades que difunden odio y aquellas que comparten contranarrativas. En los resultados identificamos y caracterizamos cinco tipos de comunidades diferentes (una contranarrativa y cuatro de odio). Las de odio son más densas y cohesivas, con usuarios destacados que desempeñan un papel central en la amplificación del contenido. Sin embargo, también influirá la dureza del discurso y características de los miembros de la red. Las redes de contranarrativas, aunque menos cohesionadas, muestran potencial para alcanzar audiencias diversas. La polarización surge como un desafío clave, con una interacción mínima entre comunidades opuestas, lo que refuerza las cámaras de eco y limita la efectividad de las contranarrativas.
Social networks have become ideal platforms for the propagation of hate speech. However, they also offer opportunities for the dissemination of counter-narratives, which seek to challenge and counter these expressions of hate. This study analyses the dynamics of hate speech and counter-narratives on Twitter (now X) following the attack on Catholic churches in Algeciras, Spain, in 2023, perpetrated by a Muslim migrant. Using a dataset of over 350,000 tweets, we use Gephi to construct and analyse retweet networks, uncovering structural and dynamic differences between communities that propagatehate and those promoting counter-narratives. In the results we identify and characterise five different types of communities (one counter-narrative and four hate communities). Hate communities aredenser and more cohesive, with influential users playing a central role in amplifying content. However, the harshness of the discourse and characteristics of the network members will also play a role. Counter-narrative networks, while less cohesive, show potential to reach diverse audiences. Polarisation emerges as a key challenge, with minimal interaction between opposing communities, reinforcing echo chambers and limiting the effectiveness of counter-narratives.
As redes sociais tornaram-se uma plataforma ideal para a disseminação de discursos de ódio. No entanto, também oferecem oportunidades para a disseminação de contranarrativas que buscam desafiar e combater essas expressões de ódio. Este estudo analisa a dinâmica do discurso de ódio e das contranarrativas no Twitter (agora X) após o ataque de 2023 a igrejas católicas em Algeciras, Espanha, perpetrado por um imigrante muçulmano. Utilizando um conjunto de dados com mais de 350.000 tweets, redes de retweets são construídas e examinadas por meio do Gephi para identificar diferenças estruturais e dinâmicas entre comunidades que disseminam ódio e aquelas que compartilham contranarrativas. Nos resultados, identificamos e caracterizamos cinco tipos diferentes de comunidades (uma de contranarrativa e quatro de ódio). As comunidades de ódio são mais densas e coesas, com usuários proeminentes desempenhando um papel central na amplificação do conteúdo. No entanto, a gravidade do discurso e as características dos membros da rede também influenciam essas comunidades. As redes de contranarrativa, embora menos coesas, mostram potencial para alcançar públicos diversos. A polarização surge como um desafio crucial, com interação mínima entre comunidades opostas, o que reforça as câmaras de eco e limita a eficácia das contranarrativas.