Huelva, España
Málaga, España
Este artículo estudia las narrativas del movimiento antimascarillas observando la evolución de la conversación sobre los “bozales” y las mascarillas en Twitter comparando tres momentos temporales (2020-2023). Si bien es prolífica la investigación en ciencias sociales sobre la pandemia, se ha prestado poca atención al estudio de las redes semánticas. Este trabajo parte de una colección de datos del proyecto NON-CONSPIRA-HATE! (Conspiracy Theories Dataset, 2020-2023) de 5,509,549 tuits orgánicos a partir de la cual se extrae una submuestra en español de 556.549 tuits con los mensajes sobre bozales, mascarillas y términos equivalentes. Se estudió la evolución temporal del discurso sobre mascarillas a través de tokens, menciones, hashtags, sus redes de co-ocurrencias (co-menciones, co-hashtags), comunidades de pertenencia y el análisis de sentimientos y emociones. Se evidencia el protagonismo narrativo del “bozal” en el movimiento antimascarillas, así como la diversidad de redes de co-menciones y co-hashtags, destacándose tanto actores, menciones y narrativas locales como globales. Estas últimas muestran su centralidad en el discurso conspirativo del ámbito hispanohablante. Respecto a España, se muestra una gran desconfianza hacia las autoridades públicas, fuertes críticas e incluso ira hacia líderes políticos de todo el espectro ideológico y ataques a los medios de comunicación.
Este artigo estuda as narrativas do movimento anti-máscara, observando a evolução da conversa sobre "focinheiras" e máscaras no Twitter, comparando três períodos (2020-2023). Embora a pesquisa em ciências sociais sobre a pandemia seja prolífica, pouca atenção tem sido dada ao estudo de redes semânticas. Este trabalho utiliza um conjunto de dados do projeto NON-CONSPIRA-HATE! (Conjunto de Dados de Teorias da Conspiração, 2020-2023), que contém 5.509.549 tweets orgânicos. Desse conjunto de dados, foi extraída uma subamostra em espanhol de 556.549 tweets, contendo mensagens sobre focinheiras, máscaras e termos equivalentes. A evolução temporal do discurso sobre máscaras foi estudada por meio de tokens, menções, hashtags, suas redes de coocorrência (co-menções, co-hashtags), comunidades de membros e análise de sentimentos e emoções. A proeminência narrativa da "mordaça" no movimento anti-máscara é evidente, assim como a diversidade de redes de menções e hashtags conjuntas, destacando atores, menções e narrativas tanto locais quanto globais. Estas últimas demonstram sua centralidade no discurso conspiratório do mundo hispânico. Em relação à Espanha, observa-se um alto grau de desconfiança em relação às autoridades públicas, fortes críticas e até mesmo raiva contra líderes políticos de todo o espectro ideológico, além de ataques à mídia.
This article examines the narratives of the anti-mask movement by analyzing the evolution of the conversation about "muzzles" and masks on Twitter, comparing three time periods (2020–2023), and paying special attention to the Spanish case. While social science research on the pandemic is prolific, little attention has been given to the study of semantic networks. This work is based on data collected by the NON-CONSPIRA-HATE! Project (Conspiracy Theories Dataset, 2020-2023), comprising 5,509,549 organic tweets, from which a Spanish-language subsample of 556,549 tweets discussing muzzles, masks, and equivalent terms was collected. The temporal evolution of the discourse on masks was analyzed through tokens, mentions, hashtags, their co-occurrence networks (co-mentions, co-hashtags), community affiliations, and sentiment and emotion analysis. The study highlights the narrative prominence of the term "muzzle" within the anti-mask movement, as well as the diversity of co-mentions and co-hashtags networks, with both local and global actors, mentions, and narratives standing out. The latter demonstrate their centrality in the conspirative discourse within the Spanish-speaking sphere. In the case of Spain, the findings reveal significant distrust toward public authorities, strong criticism, and even anger directed at political leaders across the ideological spectrum, along with attacks on the media.