Brasil
El presente artículo tiene como objetivo principal investigar el lanzamiento, en 1835, del Compêndio da gramática da língua nacional, de Antônio Álvares Pereira Coruja, considerado un hito en los estudios lingüísticos brasileños. Pretendemos reconstituir, en diferentes planos de análisis, el lanzamiento de la obra y su reconocimiento como hito histórico en la década de 1930, para reflexionar sobre algunas tensiones entre lengua y nación(es) en las negociaciones en torno al recién fundado Imperio de Brasil. Para esta reconstrucción histórica, centrada en Coruja y en el Compêndio, se tienen en cuenta el fortalecimiento del «capitalismo editorial» (print capitalism), en diálogo con Benedict Anderson, las transformaciones recientes en los sistemas educativo y político, las tensiones regionales y elementos de la historia de las ideas lingüísticas.
This article aims primarily to investigate the publication, in 1835, of Compêndio da gramática da língua nacional by Antônio Álvares Pereira Coruja, regarded as a landmark in Brazilian linguistic studies. We seek to reconstitute, on different levels of analysis, the publication of the work and its recognition as a historical milestone in the 1930s, in order to reflect on certain tensions between language and nation(s) in the negotiations surrounding the newly founded Brazilian Empire. For this historical reconstruction, focused on Coruja and the Compêndio, we consider the strengthening of “print capitalism”, drawing on Benedict Anderson, as well as recent transformations in the educational and political systems, regional tensions, and elements of the history of linguistic ideas.
O presente artigo tem como objetivo principal investigar o lançamento, em 1835, do Compêndio da gramática da língua nacional, de Antônio Álvares Pereira Coruja, considerado um marco nos estudos linguísticos brasileiros. Pretendemos reconstituir em diferentes planos de análise o lançamento da obra e sua colocação como marco histórico nos anos 1930 para refletir sobre alguns tensionamentos entre língua e nação(ões) nas negociações em torno do recém-fundado Império do Brasil. Consideramos para essa reconstrução histórica centrada em Coruja e no Compêndio o adensamento do “capitalismo editorial” (print capitalism), pensando com Benedict Anderson, as transformações recentes nos sistemas educacional e político, os tensionamentos regionais e elementos da história das ideias linguísticas.