Brasil
La ciencia de curación del pueblo Xukuru do Ororubá, que habita en el estado de Pernambuco (Brasil), es la ciencia de la selva, una práctica secular presente en las terapéuticas tradicionales de este territorio indígena. Por su parte, la ciencia predominante en las políticas de salud indígenas del Subsistema de Atención a la Salud Indígena (SasiSUS) es la biomédica occidental. ¿De qué forma realidades distintas pueden convivir de manera dialógica? La propuesta de este artículo es reflexionar sobre las diferentes y superpuestas capas que subyacen a las políticas de salud indígenas y su implementación por medio del SasiSUS, considerando el día a día y su universo de experiencias, así como las estrategias orientadas a la atención diferenciada como un camino de diálogos de proximidades terapéuticas a través de la promoción de la intermedicalidad. Las diferencias culturales presentes e impuestas por la práctica técnica en salud son factores que refuerzan y reproducen asimetrías y perspectivas terapéuticas unilaterales. Las reflexiones compartidas deben considerarse como preliminares en un contexto de investigación que, aunque en una nueva fase, sigue en curso junto a los poseedores del conocimiento tradicional local y a los Agentes de Salud Indígena (ASI) para el fortalecimiento de este campo teórico en torno a la interculturalidad en salud, teniendo la flora medicinal como elemento generador y transformador.
The healing science of the Xukuru do Ororubá people, who live in the state of Pernambuco (Brazil), is the science of the forest—a centuries-old practice present in the traditional therapeutics of this Indigenous territory. In contrast, the predominant science in Indigenous health policies within the Indigenous Health Care Subsystem (SasiSUS) is Western biomedicine. How can such distinct realities coexist in dialogue? This article aims to reflect on the different and overlapping layers underlying Indigenous health policies and their implementation through SasiSUS, considering everyday life, its universe of experiences, and strategies aimed at differentiated care as a path toward therapeutic proximity dialogues through the promotion of intermedicality. The cultural differences present and imposed by technical health practices are factors that reinforce and reproduce asymmetries and unilateral therapeutic perspectives. The reflections shared here should be regarded as preliminary within a research context that, although now in a new phase, remains ongoing with the holders of local traditional knowledge and Indigenous Health Agents (AIS) to further develop this theoretical field on interculturality in health, with medicinal flora as a driving and transformative element.
A ciência de cura do povo Xukuru do Ororubá, que habita no estado de Pernambuco (Brasil), é a ciência da mata, prática secular presente nas terapêuticas tradicionais deste território indígena. Por sua vez, a ciência predominante nas políticas de saúde indígenas do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) é a biomédica ocidental. De que forma realidades distintas podem conviver dialogicamente? A proposta deste artigo é refletir sobre as diferentes e sobrepostas camadas que subjazem às políticas de saúde indígenas e sua implementação por meio do SasiSUS, considerando o cotidiano e seu universo de experiências e as estratégias voltadas à atenção diferenciada como caminho de diálogos de proximidades terapêuticas através da promoção da intermedicalidade. As diferenças culturais presentes e impostas pelo fazer técnico em saúde são fatores que reforçam e reproduzem assimetrias e perspectivas terapêuticas unilaterais. As reflexões compartilhadas devem ser tomadas como preliminares num contexto de pesquisa, que embora em nova fase, segue em curso junto aos detentores do conhecimento tradicional local e Agentes de Saúde Indígena (AIS) para aprofundamento deste campo teórico acerca da interculturalidade na saúde, tendo a flora medicinal como elemento indutor e transformador.