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Lacerda, Fátima Kzam Damaceno de
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Oliveira, Viviane Fernandez de
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Macedo, Joana
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Moraes, Edilaine Albertino de
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Brasil
Brasil
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En un mundo que atraviesa un nuevo régimen climático, fenómenos como la desregulación, la explosión de las desigualdades y el negacionismo son fruto de la construcción histórica de la modernidad. Con el fin de aportar a los modos de hacer política en este panorama, proponemos sustituir los modelos dominantes de hacer ciencia por una investigación realizada a la luz de la Teoría del Actor-Red. Así, el presente artículo relata prácticas de investigadores en ciencias ambientales —localizadas, híbridas y enraizadas— que se apoyan en la noción según la cual investigar es hacer política. Este relato es precedido por una breve exposición de algunos principios explicativos de la realidad formulados por autores clásicos de las ciencias sociales, que fundamentan investigaciones en distintos campos del conocimiento, incluidas las ciencias ambientales. El objetivo de esta exposición es advertir que tales principios pueden convertirse en posibles trampas intelectuales que favorecen la adhesión a los vicios del pensamiento moderno en la producción del conocimiento científico. Las investigaciones empíricas relatadas permitieron describir un movimiento creciente de resistencia al modo moderno de producir ciencia y de estar en el mundo. Estas investigaciones siguieron el rastro de carbonos, jaguares, educación a distancia, siemprevivas, cuencas hidrográficas, aguas minerales, turismo de base comunitaria y pueblos originarios, contribuyendo a la producción de una realidad articulada y colaborativa, compuesta por alianzas afectivas, aprendizajes colectivos y conexiones con no iguales.
Em um mundo que vive um novo regime climático, fenômenos da desregulamentação, da explosão das desigualdades e do negacionismo são fruto da construção histórica da modernidade. Para contribuir sobre modos de fazer política neste panorama, propomos substituir modelos dominantes de fazer ciência por pesquisa realizada à luz da Teoria Ator-Rede. Assim, o presente artigo relata práticas de pesquisadores em ciências ambientais – localizadas, híbridas e aterradas – que se apoiam na noção segundo a qual fazer pesquisa é fazer política. Tal relato é precedido por breve exposição de alguns princípios explicativos da realidade formulados por autores clássicos das ciências sociais, que fundamentam pesquisas em diferentes campos de conhecimento, incluindo as ciências ambientais. O objetivo dessa exposição é alertar que tais princípios podem ser tomados como possíveis armadilhas intelectuais para adesão a vícios do pensamento moderno na produção de conhecimento científico. As pesquisas empíricas relatadas permitiram descrever um movimento crescente de resistência ao modo moderno de produzir ciência e de estar no mundo. Estas seguiram carbonos, onças, educação a distância, sempre-vivas, bacias hidrográficas, águas minerais, turismo de base comunitária e povos originários, contribuindo para a produção de uma realidade articulada e colaborativa, composta de alianças afetivas, aprendizados coletivos e conexões com não iguais.
In a world experiencing a new climatic regime, phenomena such as deregulation, exploding inequalities, and denialism are the result of the historical construction of modernity. To contribute to politics in this context, we propose replacing dominant models of doing science with research carried out considering Actor-Network Theory. Accordingly, this article reports on the practices of environmental science research, localized, hybrid, and grounded based on the notion that doing research is doing politics. This account is preceded by a brief presentation of certain explanatory principles of reality formulated by classical social science authors, which underpin research across various fields of knowledge, including environmental sciences. The aim of this section is to warn that such principles can become potential intellectual traps that lead to the adoption of modern thought patterns in scientific knowledge production. The empirical studies reported here reveal a growing movement of resistance to the modern way of producing science and engaging with the world. These studies followed carbon, jaguars, distance education, sempre-vivas (everlasting flowers), river basins, mineral waters, community-based tourism, and Indigenous peoples—contributing to the creation of an articulated and collaborative reality composed of affective alliances, collective learning, and connections with non-equals.