París, Francia
Este artículo tiene el objetivo de comprender las implicaciones (les enjeux) filosóficas subyacentes al desarrollo disruptivo de las «inteligencias artificiales generativas», que se despliegan desde hace algunos meses, de manera fulgurante y prometen reconfigurar profundamente el medio digital, es decir: el medio a la vez técnicoy simbólico. Con este fin, el articulo procede en dos tiempos. Se trata, en primer lugar, de superar las analogías entre humano y máquina o cerebro y ordenador, que están en la base de los paradigmas cognitivistas y computacionalistas, y que reducen los espíritus a las operaciones de cálculo estadístico o al tratamiento de datos digitales. Después de haber deconstruido las nociones de «inteligencia artificial» o de «aprendizaje automático», propondremos considerar las tecnologías contemporáneas como la nueva fase de un proceso de automatización digital, que implica la exteriorización de funciones y de capacidades psíquicas y cognitivas, delegadas a lo que proponemos denominar «autómatas computacionales interactivos». Ahondaremos en las implicaciones sociales y políticas de estas nuevas máquinas de escritura algorítmica, desplegadas a menudo a gran escala por los actores hegemónicos. Demostraremos que la mitología de la IA oculta una explotación industrial de los recursos simbólicos, lo que nos puede conducirde manera peligrosa hacia una proletarización de las actividades del pensamiento, hacia una eliminación de las singularidades idiomáticas y hacia una desconfianza generalizada.
This article aims to understand the philosophical implications (les enjeux) underlying the disruptive development of “generative artificial intelligences,” which have been unfolding at a dazzling pace over recent months and promise to profoundly reconfigure the digital milieu—that is to say, the milieu that is at once technical and symbolic. To this end, the article proceeds in two stages. First, it seeks to move beyond the analogies between human and machine, or between brain and computer, which underpin cognitivist and computational paradigms and reduce minds to operations of statistical calculation or digital data processing. After deconstructing the notions of “artificial intelligence” and “machine learning,” we will propose considering contemporary technologies as the new phase of a process of digital automation that entails the exteriorization of psychic and cognitive functions and capacities, delegated to what we propose to call “interactive computational automata.” We will delve into the social and political implications of these new machines of algorithmic writing, often deployed at scale by hegemonic actors. We will demonstrate that the mythology of AI conceals an industrial exploitation of symbolic resources, which may dangerously lead us towards a proletarianization of thinking activities, the elimination of idiomatic singularities, and a generalized climate of distrust.
Este artigo tem como objetivo compreender as implicações (les enjeux) filosóficas subjacentes ao desenvolvimento disruptivo das chamadas «inteligências artificiais generativas», que, há alguns meses, se expandem de forma fulgurante e prometem reconfigurar profundamente o meio digital, isto é, o meio simultaneamente técnico e simbólico. Para esse fim, o artigo procede em dois momentos: trata-se, em primeiro lugar, de superar as analogias entre humano e máquina ou entre cérebro e computador, que estão na base dos paradigmas cognitivistas e computacionalistas e que reduzem os espíritos às operações de cálculo estatístico ou ao tratamento de dados digitais; em seguida, após a desconstrução das noções de «inteligência artificial» e de «aprendizagem automática», propomos considerar as tecnologias contemporâneas como a nova fase de um processo de automatização digital que implica a exteriorização de funções e de capacidades psíquicas e cognitivas, delegadas àquilo que propomos denominar «autómatos computacionais interativos». Aprofundamos, por fim, as implicações sociais e políticas dessas novas máquinas de escrita algorítmica, frequentemente implementadas em larga escala por atores hegemónicos, demonstrando que a mitologia da IA oculta uma exploração industrial dos recursos simbólicos, o que pode conduzir-nos perigosamente a uma proletarização das atividades do pensamento, à eliminação das singularidades idiomáticas e a uma desconfiança generalizada.
Aquest article té l’objectiu de comprendre les implicacions filosòfiques (les enjeux) subjacents al desenvolupament disruptiu de les «intel·ligències artificials generatives», que s’han desplegat fulgurantment durant els darrers mesos i que prometen reconfigurar profundament el medi digital, és a dir: el medi alhora tècnic i simbòlic. Amb aquesta finalitat, l’article procedeix en dues etapes. Es tracta, en primer lloc, de superar les analogies entre l’humà i la màquina, o entre el cervell i l’ordinador, que fonamenten els paradigmes cognitivistes i computacionalistes i que redueixen els esperits a operacions de càlcul estadístic o al tractament de dades digitals. Després de desconstruir les nocions d’«intel·ligència artificial» i d’«aprenentatge automàtic», proposarem considerar les tecnologies contemporànies com la nova fase d’un procés d’automatització digital que implica l’exteriorització de funcions i capacitats psíquiques i cognitives, delegades al que proposem anomenar «autòmats computacionals interactius». Aprofundirem en les implicacions socials i polítiques d’aquestes noves màquines d’escriptura algorítmica, sovint desplegades a gran escala per actors hegemònics. Demostrarem que la mitologia de la IA oculta una explotació industrial dels recursos simbòlics, que pot conduir-nos perillosament cap a una proletarització de les activitats del pensament, cap a l’eliminació de les singularitats idiomàtiques i cap a una desconfiança generalitzada.
Questo articolo si propone di comprendere le implicazioni (les enjeux) filosofiche sottese allo sviluppo dirompente delle cosiddette «intelligenze artificiali generative», che da alcuni mesi si dispiegano in modo fulmineo e promettono di riconfigurare profondamente l’ambiente digitale, vale a dire l’ambiente al tempo stesso tecnico e simbolico. A tal fine, l’articolo procede in due tempi: in primo luogo si tratta di superare le analogie tra umano e macchina o tra cervello e computer, che sono alla base dei paradigmi cognitivisti e computazionalisti e che riducono gli spiriti alle operazioni di calcolo statistico o al trattamento dei dati digitali; successivamente, dopo aver decostruito le nozioni di «intelligenza artificiale» e di «apprendimento automatico», proponiamo di considerare le tecnologie contemporanee come la nuova fase di un processo di automazione digitale che implica l’esteriorizzazione di funzioni e di capacità psichiche e cognitive, delegate a ciò che proponiamo di denominare «automi computazionali interattivi». Infine, approfondiamo le implicazioni sociali e politiche di queste nuove macchine di scrittura algoritmica, spesso dispiegate su larga scala da attori egemonici, dimostrando che la mitologia dell’IA nasconde uno sfruttamento industriale delle risorse simboliche, che può condurci pericolosamente verso una proletarizzazione delle attività del pensiero, verso l’eliminazione delle singolarità idiomatiche e verso una sfiducia generalizzata.