Mario Alarcón
, José Joaquín Brunner
Las recientes transformaciones en el gobierno y la gestión universitaria han impulsado la aparición de los llamados profesionales del tercer espacio, actores híbridos cuyas funciones combinan aspectos académicos y administrativos, desdibujando la división tradicional entre ambas áreas. A pesar de su creciente presencia e importancia institucional, la legitimidad de estos actores sigue siendo objeto de debate y tensión en el contexto universitario. Este estudio propone un modelo analítico que clasifica cuatro escenarios de interacción entre los profesionales del tercer espacio y la academia, considerando diferentes niveles de legitimidad y conflicto. Basado en entrevistas cualitativas realizadas con autoridades académicas y profesores en una universidad chilena, se identifican diversas percepciones y formas de integración institucional de estos profesionales. Los hallazgos indican que, aunque su trabajo contribuye a mejorar la coordinación interna y eficiencia organizacional, su incorporación también genera tensiones con los académicos, quienes suelen interpretar su expansión como una amenaza a la autonomía académica. La tipología propuesta ofrece nuevas perspectivas para entender bajo qué condiciones estos actores logran reconocimiento institucional y cuándo, en cambio, intensifican conflictos organizativos, aportando así al debate actual sobre el gobierno universitario y la gestión en educación superior.
Recent transformations in university governance and management have led to the emergence of third space professionals: hybrid figures whose roles combine academic and administrative responsibilities, thus blurring the traditional distinction between these two areas. Despite their growing presence and institutional importance, the legitimacy of these professionals remains a subject of debate and tension within academia. As a contribution to the ongoing discourse on university governance and management in higher education, this study proposes an analytical model that classifies four scenarios of interaction between these professionals and academia, considering different levels of legitimacy and conflict. Based on qualitative interviews with academic authorities and professors at a Chilean university, this study identifies various perceptions of, and forms of institutional integration for, these professionals. The findings suggest that, while their work improves internal coordination and organizational efficiency, their integration also creates tensions with academics, who frequently view their expansion as a threat to academic autonomy. The proposed typology offers new insights into the conditions under which these professionals achieve institutional recognition, and the circumstances in which they exacerbate organizational conflicts.
As recentes transformações no governo e na gestão universitária impulsionaram o surgimento dos chamados profissionais do terceiro espaço, atores híbridos cujas funções combinam aspectos académicos e administrativos, desfazendo a divisão tradicional entre ambas as áreas. Apesar da sua crescente presença e importância institucional, a legitimidade desses atores continua sendo objeto de debate e tensão no contexto universitário. Este estudo propõe um modelo analítico que classifica quatro cenários de interação entre os profissionais do terceiro espaço e a academia, considerando diferentes níveis de legitimidade e conflito. Com base em entrevistas qualitativas realizadas com autoridades académicas e professores de uma universidade chilena, são identificadas diversas percepções e formas de integração institucional desses profissionais. Os resultados indicam que, embora o seu trabalho contribua para melhorar a coordenação interna e a eficiência organizacional, a sua incorporação também gera tensões com os académicos, que tendem a interpretar a sua expansão como uma ameaça à autonomia académica. A tipologia proposta oferece novas perspetivas para compreender em que condições estes atores alcançam reconhecimento institucional e quando, por outro lado, intensificam conflitos organizacionais, contribuindo assim para o debate atual sobre a governança universitária e a gestão no ensino superior.