Colombia
El presente artículo aporta a la visibilización de la práctica de justicia propia, a partir del liderazgo de las mujeres afro como autoridades de sus territorios étnicos. Ellas, desde el direccionamiento y la consolidación de decisiones en el marco de esta práctica de justicia, reconocen el saber ancestral, la costumbre y tradiciones afro, como movilizadores de paz, reconciliación, reparación y armonía colectiva. Desde la investigación acción participativa se desarrolló observación de campo, aplicando diferentes instrumentos como entrevistas y procesos etnográficos a la población afro de Orito en Putumayo – Colombia. El muestreo no probabilístico por conveniencia, permitió la identificación de variables propias de la investigación asociadas al liderazgo de las mujeres en la aplicación de la justicia propia, su rol como autoridades, mayoras, ancestras, hermanas, vecinas y madrinas de sus comunidades, así como educadoras de la cultura afro y dinamizadoras de prácticas identitarias que emplean la justicia propia al interior de sus territorios plurales, con la finalidad de construir diálogos colectivos de reparación integral, sanación y perdón. Para lo cual, los aportes teóricos de interseccionalidad y pluralismo jurídico, se interconectan y coexisten al interior de esta práctica al ser reconocida otra forma y búsqueda de la justicia, a partir de experiencias, saberes ancestrales, vivencias y liderazgos de las mujerea afro; quienes además ejercen el mandato en esta forma de justicia desde una perspectiva intercultural, aportando a la resolución de conflictos, el restablecimiento de derechos, la sanación, la reparación y el cuidado de sus familias, dentro del territorio étnico. Es por esto que, la investigación aporta a la visibilidad y reconocimiento de una práctica ancestral afro que efectiviza la justicia y aporta al retejido comunitario.
This article contributes to the visibility of the practice of self-justice, based on the leadership of Afro women as authorities of their ethnic territories. From the direction and consolidation of decisions within the framework of this practice of justice, they recognize ancestral knowledge, customs and Afro traditions, as mobilizers of peace, reconciliation, reparation and collective harmony. From the participatory action research, field observation was developed, applying different instruments such as interviews and ethnographic processes to the Afro population of Orito in Putumayo – Colombia. The non-probabilistic convenience sampling allowed the identification of research variables associated with women's leadership in the application of self-justice, their role as authorities, elders, ancestors, sisters, neighbors and godmothers of their communities, as well as educators of Afro culture and dynamizers of identity practices that use self-justice within their plural territories. with the aim of building collective dialogues of integral reparation, healing and forgiveness. To this end, the theoretical contributions of intersectionality and legal pluralism are interconnected and coexist within this practice as another form and search for justice is recognized, based on experiences, ancestral knowledge, experiences and leadership of Afro-descendant women; who also exercise the mandate in this form of justice from an intercultural perspective, contributing to the resolution of conflicts, the restoration of rights, healing, reparation and care for their families, within the ethnic territory. That is why the research contributes to the visibility and recognition of an ancestral Afro practice that makes justice effective and contributes to community reweaving.
Este artigo contribui para a visibilidade da prática da autojustiça, a partir da liderança das mulheres afro como autoridades de seus territórios étnicos. A partir da direção e consolidação das decisões no âmbito dessa prática de justiça, reconhecem saberes ancestrais, costumes e tradições afro, como mobilizadores da paz, da reconciliação, da reparação e da harmonia coletiva. A partir da pesquisa-ação participativa, desenvolveu-se a observação de campo, aplicando diferentes instrumentos como entrevistas e processos etnográficos à população afro de Orito no Putumayo – Colômbia. A amostragem de conveniência não probabilística permitiu identificar variáveis de pesquisa associadas à liderança feminina na aplicação da autojustiça, seu papel como autoridades, anciãs, ancestrais, irmãs, vizinhas e madrinhas de suas comunidades, bem como educadoras da cultura afro e dinamizadoras de práticas identitárias que utilizam a autojustiça dentro de seus territórios plurais. com o objetivo de construir diálogos coletivos de reparação integral, cura e perdão. Para tanto, as contribuições teóricas da interseccionalidade e do pluralismo jurídico estão interligadas e coexistem dentro dessa prática como outra forma e busca por justiça é reconhecida, a partir de experiências, saberes ancestrais, experiências e lideranças de mulheres afrodescendentes; que também exercem o mandato nesta forma de justiça numa perspetiva intercultural, contribuindo para a resolução de conflitos, a restauração de direitos, a cura, a reparação e o cuidado de suas famílias, dentro do território étnico. É por isso que a pesquisa contribui para a visibilidade e reconhecimento de uma prática afro ancestral que torna a justiça efetiva e contribui para a retecelagem da comunidade.