Laura Lemos
, Raquel Sousa
, Diana Azedo
, Diogo Andrade
, Filipa Bento Nogueira
, Diogo Carreiras
, Fernando Oliveira Tavares
Background and objective: Telework has grown significantly, yet gaps remain in assessing benefits and drawbacks. The lack of validated instruments limits the understanding of how remote work impacts workers’ well-being and satisfaction. This study aimed to validate the Portuguese version of the Remote Working Benefits and Disadvantages Scale (RW-B&D). Method: One hundred and thirty-three workers were assessed, with a mean age of 36.79 years (SD = 10.35). Content validity was examined by experts. The two-factor structure was tested using confirmatory factor analysis (CFA), and internal consistency was estimated using Cronbach’s alpha. Construct validity was explored through correlations with measures of satisfaction, work–life balance, and psychological health indicators. Results: The RW-B&D showed excellent comprehensibility. CFA supported the adequacy of the two-factor model (CFI = 0.97; TLI = 0.96; RMSEA = 0.06; SRMR = 0.08). Internal consistency was high (Benefits: α = 0.91; Drawbacks: α = 0.86). Perceived drawbacks were associated with lower telework satisfaction and poorer work–life balance, as well as higher levels of tiredness/exhaustion, negative affect, anxiety, fatigue, techno-skepticism, and inefficacy. Perceived benefits were associated with higher satisfaction and better work–life balance, and with lower levels of techno-skepticism and fatigue. Conclusions: The Portuguese version of the RW-B&D demonstrated adequate psychometric properties for assessing perceptions of telework.
Contexto e objetivo: O teletrabalho tem crescido de forma significativa, mas persistem lacunas na avaliação das suas vantagens e desvantagens. A ausência de instrumentos validados limita a compreensão dos impactos do trabalho remoto no bem-estar e na satisfação dos trabalhadores. O objetivo deste estudo foi validar a versão portuguesa da Escala de Vantagens e Desvantagens do Teletrabalho (Remote Working Benefits and Disadvantages Scale; RW-B&D).Métodos: Foram avaliados/as 133 trabalhadores/as, com idade média de 36,79 anos (DP = 10,35). A validade de conteúdo foi analisada por especialistas. A estrutura bifatorial foi testada através de análise fatorial confirmatória (AFC) e a consistência interna foi estimada através do α de Cronbach. A validade de constructo foi examinada através de correlações com medidas de satisfação, conciliação trabalho–vida e indicadores de saúde psicológica. Resultados: A RW-B&D apresentou uma excelente compreensibilidade. A AFC confirmou a adequação do modelo bifatorial (CFI = 0,97; TLI = 0,96; RMSEA = 0,06; SRMR = 0,08). A consistência interna foi elevada (Vantagens: α = 0,91; Desvantagens: α = 0,86). As perceções de desvantagens associaram-se a menor satisfação com o teletrabalho e pior conciliação trabalho–vida, e a níveis mais elevados de cansaço/exaustão, afetividade negativa, ansiedade, fadiga, tecno-cepticismo e ineficácia. As perceções de vantagens associaram-se a maior satisfação e melhor conciliação trabalho–vida, e a níveis inferiores de tecno-cepticismo e fadiga. Conclusões: A versão portuguesa da RW-B&D demonstrou propriedades psicométricas adequadas para avaliar as perceções sobre o teletrabalho.