Este artigo analisa criticamente a relação entre a evolução da ciência política portuguesa e a trajetória da democracia iniciada com o 25 de Abril. Argumenta-se que, apesar da sua consolidação e internacionalização, as origens da disciplina continuam a ser uma mais-valia, sobretudo no diálogo com outras áreas e na centralidade do caso português. O texto discute ainda desafios atuais, como o predomínio quantitativista que limita a inovação teórica, e propõe caminhos que preservem a identidade disciplinar, promovendo simultaneamente maior diálogo internacional e interdisciplinar