Este trabajo analiza la atención hospitalaria en Santiago del Estero durante la pandemia de COVID-19, enfocándose en las estrategias de los trabajadores/as para superar obstáculos estructurales y emergentes. Metodología: Desde un enfoque cualitativo, se realizaron entrevistas a diversos trabajadores/as de salud. Resultados: El análisis evidenció dificultades en el acceso a servicios y personal, así como sobrecargas laborales, con diferencias marcadas entre la capital y zonas rurales y remotas, aun en centros del mismo nivel de atención. Se tensionaron las formas de organización del sistema de salud, vinculadas a relaciones de poder en la distribución de sujetos y servicios. Conclusiones: La noción de salud rural, definida desde “arriba” resulta limitada frente a escenarios heterogéneos, y se destacan las categorías de estigmatización territorial y territorio para repensar los procesos salud-enfermedad desde “abajo”.
This paper analyzes hospital care in Santiago del Estero during the COVID-19 pandemic, focusing on the strategies employed by healthcare workers to overcome structural and emerging obstacles. Methodology: Using a qualitative approach, interviews were conducted with a variety of healthcare workers. Results: The analysis revealed difficulties in accessing services and personnel, as well as work overloads, with significant differences between the capital and rural and remote areas, even within centers of the same level of care. The study also highlighted tensions in the organization of the healthcare system, linked to power relations in the distribution of individuals and services. Conclusions: The concept of rural health, defined from the “top-down,” proves limited when addressing heterogeneous scenarios. The categories of territorial stigmatization and territory are emphasized as tools for rethinking health-disease processes from the “bottom-up”.
Introdução: Este artigo analisa o atendimento hospitalar em Santiago del Estero durante a pandemia da COVID-19, com foco nas estratégias dos profissionais para superar obstáculos estruturais e emergentes. Metodologia: usando uma abordagem qualitativa, foram realizadas entrevistas com vários profissionais de saúde. Resultados: a análise revelou dificuldades no acesso a serviços e pessoal, bem como sobrecarga de trabalho, com diferenças marcantes entre a capital e as áreas rurais e remotas, mesmo em centros com o mesmo nível de atendimento. As formas de organização do sistema de saúde eram tensas, ligadas às relações de poder na distribuição de sujeitos e serviços. Conclusões: A noção de saúde rural, definida a partir de “cima”, é limitada diante de cenários heterogêneos, e as categorias de estigmatização territorial e território são destacadas para repensar os processos de saúde-doença a partir de “baixo"