Singapur
Este artículo analiza el sistema de vivienda pública en Singapur como una herramienta de gobernanza urbana estructurada en torno a la meritocracia. A través de un enfoque teórico que combina justicia espacial, ciudadanía diferenciada y teoría crítica del urbanismo, se examina cómo la vivienda pública opera no solo como una política redistributiva, sino también como un dispositivo de control moral y social. El estudio aborda la noción de meritocracia no solo como principio de asignación de recursos según el mérito individual, sino como una tecnología de gobierno que produce jerarquías sociales y subjetividades ciudadanas a través de mecanismos disciplinarios y de evaluación moral. El análisis incluye una revisión de las dimensiones simbólicas, espaciales y normativas del modelo habitacional singapurense. Por su parte, la comparación con los casos de Chile y Colombia permite visibilizar lógicas comunes de diferenciación y estigmatización en otros contextos del Sur Global. Se justifica esta comparación por la presencia de modelos habitacionales que, aun en estructuras institucionales diferentes, reproducen formas de inclusión condicional y de control social basadas en la autosuficiencia individual. Se concluye que la vivienda pública, lejos de constituir un derecho garantizado, funciona como una tecnología de clasificación ciudadana que reproduce jerarquías simbólicas y materiales en el espacio urbano. En este sentido, la vivienda se convierte en un instrumento central para comprender cómo los estados urbanizan la diferencia y gestionan la pertenencia en las ciudades del Sur Global.
This article analyses the public housing system in Singapore as an urban governance tool structured around meritocracy. Drawing on a theoretical framework that combines spatial justice, differentiated citizenship, and critical urban theory, it examines how public housing functions not only as a redistributive policy but also as a mechanism of moral and social control. The study approaches the concept of meritocracy not only as a principle for allocating resources based on individual merit but also as a technology of governance that produces social hierarchies and citizen subjectivities through disciplinary and moral evaluation mechanisms. The analysis includes a review of the symbolic, spatial, and normative dimensions of the Singaporean housing model. The comparison with Chile and Colombia reveals shared logics of differentiation and stigmatization across diverse Global South contexts. This comparison is justified by the presence of housing models that, despite operating with different institutional structures, reproduce forms of conditional inclusion and social control based on individual self-sufficiency. The article concludes that public housing, far from being a guaranteed right, operates as a technology of citizen classification that reproduces both symbolic and material hierarchies in urban space. In this sense, housing becomes a central instrument for understanding how states urbanize difference and govern belonging in the cities of the Global South.
Este artigo analisa o sistema de habitação pública em Singapura como uma ferramenta de governança urbana estruturada em torno da meritocracia. Com base em um arcabouço teórico que combina justiça espacial, cidadania diferenciada e teoria crítica do urbanismo, examina-se como a habitação pública funciona não apenas como política redistributiva, mas também como um mecanismo de controle moral e social. O estudo aborda o conceito de meritocracia, não apenas como um princípio de alocação de recursos com base no mérito individual, mas também como uma tecnologia de governo que produz hierarquias sociais e subjetividades cidadãs por meio de mecanismos disciplinares e de avaliação moral. A análise inclui uma revisão das dimensões simbólicas, espaciais e normativas do modelo habitacional singapurense. A comparação com os casos do Chile e da Colômbia revela lógicas comuns de diferenciação e estigmatização em contextos diversos do Sul Global. Esta comparação se justifica pela presença de modelos habitacionais que, embora operem sob estruturas institucionais distintas, reproduzem formas de inclusão condicional e controle social baseadas na autossuficiência individual. O artigo conclui que a habitação pública, longe de ser um direito garantido, funciona como uma tecnologia de classificação cidadã que reproduz hierarquias simbólicas e materiais no espaço urbano. Nesse sentido, a habitação torna-se um instrumento central para compreender como os estados urbanizam a diferença e gerenciam o pertencimento nas cidades do Sul Global.