Catalina Zelada
, Lorena Ortega
, Matías Montero
En un contexto de creciente migración intrarregional hacia Chile, se ha ampliado la presencia de estudiantes extranjeros en el sistema escolar. Sin embargo, persiste una brecha de conocimiento sobre sus trayectorias hacia la educación superior, aspecto clave para la movilidad social. Este estudio aborda dicha transición educativa con datos de 428.296 egresados de enseñanza media entre 2017 y 2020, comparando estudiantes extranjeros y chilenos. Mediante modelos de regresión logística, se constata que los estudiantes extranjeros presentan, en promedio, una probabilidad de acceder a la educación superior 6,9% menor que la de sus pares chilenos, desventaja que se reduce parcialmente al controlar por rendimiento académico, nivel socioeconómico y expectativas parentales. También se identificaron patrones de segregación institucional, no explicados por factores académicos ni socioeconómicos: menor acceso de estudiantes extranjeros a universidades tradicionales (CRUCH) y mayor presencia en Institutos Profesionales. La desventaja se acentúa en migrantes de países con “migración forzada” y varía según nivel socioeconómico, rendimiento académico previo y expectativas parentales, evidenciando complejas interacciones en estas transiciones. El estudio aporta evidencia inédita en Chile sobre efectos primarios y secundarios de la desigualdad educativa según origen migrante, y ofrece orientaciones para el diseño de políticas públicas que promuevan trayectorias educativas más equitativas para jóvenes en situación de movilidad.
In the context of growing intraregional migration to Chile, the presence of foreign students in the school system has increased. However, there remains a knowledge gap regarding their pathways to higher education, a key aspect for social mobility. This study addresses this educational transition using data from 428,296 upper-secondary graduates between 2017 and 2020, comparing foreign and Chilean students. Using logistic regression models, it was found that foreign students are, on average, 6.9% less likely to access higher education than their Chilean peers, a disadvantage that is partially reduced when controlling for academic performance, socioeconomic status, and parental expectations. Patterns of institutional segregation, not explained by academic or socioeconomic factors, were also identified: foreign students have less access to traditional universities (CRUCH) and are more present in professional institutes. The disadvantage is accentuated in migrants from countries with ‘forced migration’ and varies according to socioeconomic status, previous academic performance, and parental expectations, evidencing complex interactions in these transitions. This study provides unprecedented evidence in Chile on the primary and secondary effects of educational inequality based on migrant origin and offers guidance for the design of public policies that promote more equitable educational trajectories for young people in situations of mobility.
Em um contexto de crescente migração intrarregional para o Chile, a presença de estudantes estrangeiros no sistema escolar tem aumentado. No entanto, persiste uma lacuna de conhecimento sobre suas trajetórias rumo ao ensino superior, aspecto fundamental para a mobilidade social. Este estudo aborda essa transição educacional com dados de 428.296 formandos do ensino médio entre 2017 e 2020, comparando estudantes estrangeiros e chilenos. Por meio de modelos de regressão logística, constata-se que os estudantes estrangeiros apresentam, em média, uma probabilidade de acesso ao ensino superior 6,9% menor do que seus pares chilenos, desvantagem que se reduz parcialmente quando se controla o desempenho acadêmico, o nível socioeconômico e as expectativas dos pais. Também foram identificados padrões de segregação institucional não explicados por fatores acadêmicos ou socioeconômicos: menor acesso de estudantes estrangeiros a universidades tradicionais (CRUCH) e maior presença em institutos profissionais,. A desvantagem é acentuada em migrantes de países com “migração forçada” e varia de acordo com o nível socioeconômico, desempenho acadêmico anterior e expectativas dos pais, evidenciando interações complexas nessas transições. O estudo traz evidências inéditas no Chile sobre os efeitos primários e secundários da desigualdade educacional de acordo com a origem migrante e oferece orientações para a elaboração de políticas públicas que promovam trajetórias educacionais mais equitativas para jovens em situação de mobilidade.