[3]
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Freire, Jaclin
[4]
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de Jesus Soares , Janice
[3]
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Moniz , Ana
[1]
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Mota, Odete
[2]
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Pereira, Edith
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da Luz , Aristides
[4]
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Carvalho-Alves, Maria de Fátima
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Duarte Lopes , Edna
[3]
Cabo Verde
Cabo Verde
Background: The COVID-19 pandemic, caused by the SARS-CoV-2, has affected mental health and socioeconomic conditions worldwide, yet evidence from African island states such as Cape Verde remains limited. Aim: To characterize the psychosocial impact of COVID-19 and associated restrictive measures on the population residing in Cape Verde. Method: A population-based cross-sectional study was conducted with a representative sample of 3,520 residents of Cape Verde aged ≥ 12 years. A structured questionnaire, adapted to the target population, assessed mental health and well-being, life changes, social support, access to health care and protective resources, and concerns regarding reopening and the future. Frequencies and weighted proportions were calculated for psychosocial indicators. Results: Approximately half of respondents reported being able to balance work and family life and to maintain daily routines; most reported having at least one trusted person, continuing to access public-sector health care, and having protective materials available. Only a minority indicated having easy access to psychological helplines, psychological care, or home-based health care. High levels of concern were observed regarding the sufficiency of measures, increased risk for vulnerable groups, income loss, and a potential severe economic crisis, alongside a positive evaluation of some alternative work arrangements) and substantial levels of optimism about the future. Conclusions: Residents of Cape Verde demonstrated the capacity to adapt to public health measures, although psychosocial vulnerability persists, particularly related to economic insecurity and the protection of vulnerable groups.
Contexto: A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, afetou a saúde mental e as condições socioeconómicas globalmente, mas a evidência sobre países insulares africanos como Cabo Verde permanece limitada. Objetivo: Caracterizar o impacto psicossocial da COVID-19 e das medidas restritivas na população residente em Cabo Verde. Métodos: Estudo transversal de base populacional com amostra representativa de 3.520 residentes em Cabo Verde com ≥ 12 anos. Aplicou-se um questionário estruturado, adaptado à população-alvo, avaliando saúde mental e bem-estar, alterações de vida, suporte social, acesso a cuidados e meios de proteção, e preocupações com o desconfinamento e o futuro. Calcularam-se frequências absolutas e proporções ponderadas dos indicadores psicossociais. Resultados: Cerca de metade dos inquiridos referiu conciliar trabalho e vida familiar e manter rotinas diárias; a maioria relatou ter, pelo menos, uma pessoa de confiança, continuar a aceder aos cuidados de saúde no setor público e dispor de materiais de proteção. Apenas uma minoria indicou ter acesso fácil a linhas e cuidados psicológicos ou a cuidados domiciliários. Predominaram preocupações com a suficiência das medidas, o risco acrescido para grupos vulneráveis, a perda de rendimento e uma possível crise económica grave, a par de uma avaliação positiva de algumas formas alternativas de organização do trabalho e de níveis relevantes de otimismo quanto ao futuro. Conclusões: Os residentes cabo-verdianos revelaram capacidade de adaptação às medidas de saúde pública, embora persista vulnerabilidade psicossocial, sobretudo ligada à insegurança económica e à proteção de grupos vulneráveis.